Quando se lê “tartaruga”, não dá pra saber realmente o que a palavra quer dizer. Seriam aqueles redutores de velocidade? Referem-se àquelas pessoas pacientes demais? Ou seriam aqueles bichinhos que ficam nadando no Parque Florestal de Sinop?
Isso mesmo! As tartarugas referidas no título pretendem apontar aos quelônios que são os répteis pertencentes à ordem Chelonia, existentes há mais de 200 milhões de anos na Terra. Geralmente os quelônios promovem uma confusão como esta na cabeça das pessoas que, por sua vez, costumam generalizá-los, chamando-os de tartarugas.
Faz bem saber que as tartarugas verdadeiras são as tartarugas marinhas, que são quelônios de nadadeira e habitam os oceanos. Existem também os jabutis. Estes são quelônios exclusivamente terrestres, são robustos e vez ou outra são flagrados nos jardins das casas. Também sofrem este risco os cágados, quelônios de vida semi-aquática, que passam o dia entre a água doce e o solo firme. Estes podemos conhecer de perto, pois existem muitos exemplares de cágado disponíveis para a visitação pública no Parque Florestal de Sinop. O gênero de cágado presente ali é o Podocnemis e é possível identificar os filhotes, pois eles apresentam manchinhas amarelas na cabeça que desaparecem com o tempo, embora muitos visitantes pensem que os que possuem manchas são de espécies diferentes. Todos os animais do Parque Florestal são considerados de vida livre, porque aquele ambiente não configura cativeiro.
Infelizmente, o cágado Podocnemis unifilis, habitante no parque, encontra-se na lista das espécies ameaçadas de extinção no mundo. No Brasil os quelônios cada vez mais estão sendo adotados como pets exóticos, ganham popularidade no mercado de carnes e derivados, ainda, são caçados ilicitamente para o tráfico de silvestres e, por razões ainda aceitáveis, são fontes de alimento para indígenas e populações ribeirinhas.
Enquanto isso, a televisão quase não mostra esta realidade e a única campanha que vejo no canal aberto é a da piracema. Quais são nossas espécies ameaçadas? É preciso ampliar a conscientização popular. Os inocentes pagam por nossas omissões.
RICIELY VANESSA JUSTO é acadêmica do 9º semestre de Medicina Veterinária da UFMT Campus Sinop.
Fonte: Jornal Capital
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quarta-feira, 20 de abril de 2011
terça-feira, 5 de abril de 2011
Zoonose e saúde pública
Por definição, zoonose é toda doença de animal transmitida ao ser humano, bem como toda doença humana transmitida ao animal. As primeiras zoonoses datam a partir do momento em que o homem dominou a agricultura e a pecuária, deixando de viver como nômade, se estabelecendo próximo a fontes de água e, principalmente, transformando o ambiente que ocupava. Fez e faz aberturas rodoviárias através da floresta e constrói moradias próximas as matas. Entre outras coisas, o homem invadiu o ambiente natural de inúmeras zoonoses como, por exemplo, a leishmaniose e a febre amarela.
Já nos tempos atuais, a intromissão do ser humano é tamanha que ele passou a fazer parte do ciclo de desenvolvimento da doença dos animais e vice-versa. O termo antropozoonose se aplica às doenças onde a participação humana no ciclo do agente ocorre de forma acidental, ou seja, secundária, como no caso da hidatidose, por exemplo. Já o termo zooantroponose é aplicado às afecções próprias do homem em que há, acidentalmente, a transmissão
para os animais. Um exemplo desta última é a amebíase que, acidentalmente, pode acometer os cães.
Dentre os diversos agentes etiológicos das zoonoses encontram-se os protozoários. E, só para dar uma idéia da quantidade de agentes, Leishmania, Entamoeba, Plasmodium, Toxoplasma, Cryptosporidium, Babesia, Giardia, Balantidium, Sarcocystis e Trypanosoma são os dez gêneros que compreendem as espécies de protozoários responsáveis por causar zoonoses em humanos e animais. Somando-se ainda os vírus, bactérias e fungos, imagine caro leitor!
Mas, independente do agente causador, as zoonoses simbolizam um problema para a saúde pública. Tanto, que o controle dessas doenças deve fazer parte das ações e planejamentos dos órgãos públicos de saúde a fim de conscientizar as pessoas sobre os riscos que elas correm no meio rural e urbano. Além disso, é primordial fazer uso dos conhecimentos do profissional médico veterinário na forma de aliado à saúde humana. Somente com ações conjuntas todas as formas de controle podem ser traçadas e cumpridas para o bem comum de pessoas e animais.
Por Riciely Vanessa Justo, acadêmica do 9º semestre de Medicina Veterinária da UFMT Campus Sinop.
Fonte: Só Noticias
Já nos tempos atuais, a intromissão do ser humano é tamanha que ele passou a fazer parte do ciclo de desenvolvimento da doença dos animais e vice-versa. O termo antropozoonose se aplica às doenças onde a participação humana no ciclo do agente ocorre de forma acidental, ou seja, secundária, como no caso da hidatidose, por exemplo. Já o termo zooantroponose é aplicado às afecções próprias do homem em que há, acidentalmente, a transmissão
para os animais. Um exemplo desta última é a amebíase que, acidentalmente, pode acometer os cães.
Dentre os diversos agentes etiológicos das zoonoses encontram-se os protozoários. E, só para dar uma idéia da quantidade de agentes, Leishmania, Entamoeba, Plasmodium, Toxoplasma, Cryptosporidium, Babesia, Giardia, Balantidium, Sarcocystis e Trypanosoma são os dez gêneros que compreendem as espécies de protozoários responsáveis por causar zoonoses em humanos e animais. Somando-se ainda os vírus, bactérias e fungos, imagine caro leitor!
Mas, independente do agente causador, as zoonoses simbolizam um problema para a saúde pública. Tanto, que o controle dessas doenças deve fazer parte das ações e planejamentos dos órgãos públicos de saúde a fim de conscientizar as pessoas sobre os riscos que elas correm no meio rural e urbano. Além disso, é primordial fazer uso dos conhecimentos do profissional médico veterinário na forma de aliado à saúde humana. Somente com ações conjuntas todas as formas de controle podem ser traçadas e cumpridas para o bem comum de pessoas e animais.
Por Riciely Vanessa Justo, acadêmica do 9º semestre de Medicina Veterinária da UFMT Campus Sinop.
Fonte: Só Noticias
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Artigo Só Notícias
Dar nomes
22 de novembro de 2007 - 14h28
O nome á algo que me intriga. É uma escolha que não é feita por nós mesmos e muitas vezes os pais não são tão felizes ao dar nome para os filhos. Mas depois que passamos a ser conhecidos como Fulano é muito complicado virar Sicrano. Alguns acabam conhecidos pelo apelido, tanto que muitas vezes o apelido é tão característico que o nome cai no esquecimento.
Sinop por exemplo, pode ser lembrada por Capital do Nortão. Serve como um codinome, afinal de contas, muitas vezes é melhor não sermos lembrados pelo nome.
Não concordo que Sinop seja um nome feio. Acho simpático, mas já tive que explicar o motivo da designação. Confesso que me senti incomodado. Fiquei pensando: sou gaúcho, morando no Norte de Mato Grosso e minha cidade se chama Sociedade Imobiliária do Noroeste do Paraná?
Mas depois que vi algumas trocas que foram feitas, como Av. dos Mognos por Av. Julio Campos percebi que o problema era bem maior e tive a prova com o batizado do terminal aeroportuário como sendo: João Figueiredo.
Neste caso é melhor ficar sem saber o porquê eles tem esses nomes. Melhor fazermos como quando consumimos produtos, ou você se pergunta qual a origem das marcas que consome em supermercados?
Mas existem situações que são bastante interessantes e vale pesquisar. Uma delas é o nome do Ginásio ou Complexo Olímpico José Carlos Pasa. Merecida homenagem e convenhamos: o nome do homenageado caiu como sobrenome ao palco esportivo.
Longe de estarem sendo desmerecedores de homenagens, mas talvez em circunstâncias não muito próprias, o que se vê hoje é uma característica dos poderes constituídos de estar denominando ruas, clubes e locais (que tem sedimentado na comunidade a denominação tradicional) com nomes de pessoas que nos deixaram.
Um exemplo bem claro é a Av. da Saudade. Quer algo mais apropriado que Avenida da Saudade para local que dá acesso ao cemitério municipal?
O Gigante do Norte é outro exemplo característico. Acaba tornando-se injusto, pois quem deveria ser lembrado, aí sim acaba caindo no esquecimento. Sinceramente: o Gigante do Norte continua sendo e será por muito tempo ainda, lembrado apenas como Gigante do Norte.
Nomes próprios são mais difíceis de lembrar, uma árvore é uma árvore, não precisamos dizer que uma árvore é um vegetal, com troncos, raízes e copa. Não estranhe se daqui algum tempo surgir alguém querendo que o nome de Av. dos Jequitibás vire Cariniana estrellensis.
Magnos Lanes Bauken de Oliveira é contabilista.
22 de novembro de 2007 - 14h28
O nome á algo que me intriga. É uma escolha que não é feita por nós mesmos e muitas vezes os pais não são tão felizes ao dar nome para os filhos. Mas depois que passamos a ser conhecidos como Fulano é muito complicado virar Sicrano. Alguns acabam conhecidos pelo apelido, tanto que muitas vezes o apelido é tão característico que o nome cai no esquecimento.
Sinop por exemplo, pode ser lembrada por Capital do Nortão. Serve como um codinome, afinal de contas, muitas vezes é melhor não sermos lembrados pelo nome.
Não concordo que Sinop seja um nome feio. Acho simpático, mas já tive que explicar o motivo da designação. Confesso que me senti incomodado. Fiquei pensando: sou gaúcho, morando no Norte de Mato Grosso e minha cidade se chama Sociedade Imobiliária do Noroeste do Paraná?
Mas depois que vi algumas trocas que foram feitas, como Av. dos Mognos por Av. Julio Campos percebi que o problema era bem maior e tive a prova com o batizado do terminal aeroportuário como sendo: João Figueiredo.
Neste caso é melhor ficar sem saber o porquê eles tem esses nomes. Melhor fazermos como quando consumimos produtos, ou você se pergunta qual a origem das marcas que consome em supermercados?
Mas existem situações que são bastante interessantes e vale pesquisar. Uma delas é o nome do Ginásio ou Complexo Olímpico José Carlos Pasa. Merecida homenagem e convenhamos: o nome do homenageado caiu como sobrenome ao palco esportivo.
Longe de estarem sendo desmerecedores de homenagens, mas talvez em circunstâncias não muito próprias, o que se vê hoje é uma característica dos poderes constituídos de estar denominando ruas, clubes e locais (que tem sedimentado na comunidade a denominação tradicional) com nomes de pessoas que nos deixaram.
Um exemplo bem claro é a Av. da Saudade. Quer algo mais apropriado que Avenida da Saudade para local que dá acesso ao cemitério municipal?
O Gigante do Norte é outro exemplo característico. Acaba tornando-se injusto, pois quem deveria ser lembrado, aí sim acaba caindo no esquecimento. Sinceramente: o Gigante do Norte continua sendo e será por muito tempo ainda, lembrado apenas como Gigante do Norte.
Nomes próprios são mais difíceis de lembrar, uma árvore é uma árvore, não precisamos dizer que uma árvore é um vegetal, com troncos, raízes e copa. Não estranhe se daqui algum tempo surgir alguém querendo que o nome de Av. dos Jequitibás vire Cariniana estrellensis.
Magnos Lanes Bauken de Oliveira é contabilista.
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