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quarta-feira, 28 de março de 2012

Verdes Veredas

Quase 21 mil sacas de soja (correspondendo a 1,2 mil toneladas da oleaginosa) foram apreendidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) durante ação em uma fazenda localizada em Nova Ubiratã, a 506 quilômetros de Cuiabá. O grão era produzido e colhido em uma propriedade rural embargada ainda no ano de 2009 por agentes do órgão durante ação de combate ao desmatamento. De acordo com o Ibama, a soja era cultivada em 528 hectares abertos após a derrubada da floresta.

Na mesma área, agentes que participam da Operação Verdes Veredas apreenderam ainda duas colheitadeiras. Foram flagradas pelos fiscais do Ibama sendo utilizadas durante a colheita do produto. Das mais de mil toneladas apreendidas, metade foi encontrada ainda no campo. O restante estava armazenado em uma empresa de Feliz Natal, a 10 quilômetros do local onde ocorria e o cultivo e distante também 538 quilômetros da capital.

Esquema destruiu 3 mil hectares de floresta nativa em MT, diz Ibama.
Werikson Trigueiro, chefe da Divisão de Fiscalização do Ibama em Sinop, diz que a empresa que recebeu a soja também pode ser penalizada pelo recebimento do produto considerado ilegal.

“Se a transação se confirmar, a empresa que comprou a soja da área embargada também será autuada e ainda ficará sem o produto, que é ilegal”, pontuou Trigueiro. O Ibama apura se o arrendatário da área embargada negociou toda a soja plantada e apenas a estaria ‘entregando’ à empresa armazenadora.
Conforme o Ibama, a propriedade onde o cultivo da soja ocorria já acumula três embargos e mais de R$ 2 milhões em multas pelo Instituto. Na lista estão infrações como desmatamentos ilegais, queimadas e funcionamento de atividade utilizadora de recursos naturais sem licença ambiental.

Apesar do passivo ambiental registrado, o Ibama aponta que o arrendatário ainda alugou as terras. Ele foi multado em R$ 200 mil por descumprir o embargo em R$ 2,6 milhões por ter impedido a regeneração natural da floresta com atividade agrícola. Segundo o Instituto Brasileiro, toda a soja apreendida e o maquinário serão doados a programas sociais ao final do processo administrativo.

Durante a ação, representantes do arrendatário e da fazenda apresentaram aos fiscais licença ambiental de uma parcela da propriedade (cerca de 143 hectares), emitida pela Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso. No entanto, não impediu as multas e apreensões. O Ibama informou que mesmo estando licenciada parte da área - que corresponde a menos de 30% das terras onde o autuado plantou soja - não poderia ser utilizada antes da suspensão do embargo federal.

O Ibama autorizou que a soja apreendida no campo fosse encaminhada para a mesma empresa de Feliz Natal que anteriormente já recebeu o produto. Werikson Trigueiro, do Ibama em Sinop, destaca ainda a multa por adquirir produto produzido em área sob embargo é de R$ 500 por quilo.

Desde o início da operação Verdes Veredas, em fevereiro, agentes ambientais fiscalizam o cumprimento das sanções aplicadas pelo Ibama às áreas desmatadas no norte do Mato Grosso. O instituto já vistoriou cerca de 20 propriedades em 2012, destas oito descumpriram embargos e acabaram multadas.

Até o momento, as multas aplicadas por quebra de embargo somam cerca de R$ 3,5 milhões. O total de autuações na operação é de aproximadamente R$ 58 milhões, a maioria delas por desmatamento de áreas de floresta em regeneração para implantação de lavouras de soja.
Fonte: G1MT

quinta-feira, 22 de março de 2012

Xavantes denunciam ocupação

Os índios da Terra Indígena Marâiwatsede e o prefeito de Novo Santo Antônio, a 1.063 km de Cuiabá, Geraldo Vitto de Freitas, denunciaram que o Parque Estadual do Araguaia já está sendo ocupado por posseiros e fazendeiros. O governo de Mato Grosso propôs aos xavantes, na forma de permuta, a troca da área indígena pelo parque. O objetivo da medida seria transferir os indígenas para esta nova área e manter os não-índios na terra onde já ocupam há 30 anos.

Os xavantes também relataram a reportagem da TV Centro América que grupos ligados a fazendeiros estão levando índios de fora da aldeia xavante para conhecer o parque. “Eles já realizaram a vistoria lá no parque junto com uma equipe dos não-índios”, relatou a liderança indígena Cosme Xavante.

A informação também foi confirmada pelo prefeito de Novo Santo Antônio. “Estão levando índios para conhecer o parque. Não são índios da aldeia (marâiwatsede). São índios que eles pegaram de outras aldeias”, disse Geraldo Vitto. Ele disse que o objetivo da ação é ocupar o parque com outras etnias indígenas.

Já o gerente de uma fazenda localizada no parque, Ronaldo Lopes, afirmou que realmente parte da área já está ocupada por posseiros. Questionado sobre o número de fazendas existentes no parque, Ronaldo disse que no local estão instaladas “em torno de 50 fazendas escrituradas”. O impasse entre os xavantes, não-índios e a Fundação Nacional do Índio (Funai) permanece sendo discutido na Justiça. A retirada dos 6 mil fazendeiros está suspensa e o caso ainda está sendo julgado pelo Tribunal Regional Federal (TRF), em Brasília.

A Procuradoria da República e a Funai já se manifestaram contrários à proposta do governo do estado. As duas instituições entendem que a lei aprovada pela Assembleia Legislativa autorizando a permuta fere a constituição brasileira. A assessoria de imprensa da Casa Civil informou que o Parque Estadual do Araguaia foi oferecido como forma de auxiliar o governo federal na solução do impasse. Ainda de acordo com a Casa Civil, a questão indígena é de competência da união.
Fonte: G1MT

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Vergonha pro nortão

Em Sorriso médicos em greve para receber salário e pacientes largados pelos corredores, sendo atendidos ali mesmo, junto com familiares sem o mínimo de privacidade, de conforto, de dignidade, mesmo pagando tantos impostos.

Em Sinop uma segunda-feira de Pronto Atendimento lotado. Além do atendimento de emergência, muitas pessoas que não encontram atendimento nos postos de saúde, também na espera.

É a vergonha para duas cidades do porte de Sinop e Sorriso.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Caça predatória

Em uma Fazenda no Município de Aripuanã-MT o proprietário mantinha em cativeiro vários animais da fauna brasileira segundo informações recebidas pela polícia o proprietário matava onças na região a pedido de terceiros e também possuía várias armas.

Na propriedade, a policia militar encontrou vários crânios de animais silvestres (onça e jacaré) abatidos na caça predatória, também foram localizados 01 couro de rabo de onça, vários dentes de onça, no curral havia 01 anta e 02 porcos do mato.

Foi localizado 01 revólver cal. 38, 03 espingardas e 02 carabinas, algumas estavam escondidas na casa e outras escondidas dentro de um toco oco no quintal.

Entre as armas apreendidas, estava um Fuzil cal.30, arma rara e de uso restrito.

O proprietário Sr. José Peixer, 59 anos, tentou subornar os policiais oferecendo o valor de R$ 15.000 para não ser registrada ocorrência. O acusado foi encaminhado para delegacia.
Fonte: 1ª Hora Noticias

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Multas em Alta Floresta

Causou um certo dissabor para a prefeitura de Alta Floresta a divulgação de uma reportagem na edição do dia 9 de fevereiro do Jornal O Diário, com a informação de que uma assessora de um deputado estadual foi multada por agentes de trânsito da "Guarda Municipal" de Alta Floresta por "passar em uma poça d'água" no centro da cidade. Ontem pela manhã conversamos com o secretário de Segurança e Transportes Luis Jorge, que negou-se a gravar entrevista com nossa reportagem, mas nos atendeu e conversou sobre o assunto. O secretário confirmou que existiu a multa e adicionou a informação de que, na última de semana de janeiro, foram aplicadas mais de 2.000 multas no trânsito altaflorestense. Ele estranhou que a imprensa não procurou a Secretaria para falar sobre o montante exorbitante de multas, mas que, por envolver uma assessora de deputado, o assunto acabou gerando polêmica. "Não gostaria de entrar nesta polêmica, na hora certa vou dar uma resposta. As partes boas que a secretaria faz não é divulgada, estamos fazendo um trabalho para diminuir os acidentes", reclamou Luis Jorge.

O secretário disse que, logo após a veiculação da matéria, realizou reunião com a sua equipe para tentar identificar o ocorrido e reconheceu que a multa foi emitida pelos agentes de trânsito da prefeitura , apenas não soube precisar exatamente quem era. Apesar de não ter gravado entrevista, Luis Jorge afirmou que, se soubesse que se tratava de uma assessora de deputado, o agente não teria emitido a multa para evitar polêmica.

Apesar da "ação conjunta" com o estado ter ocorrido no final do mes (segundo Luis Jorge), a multa contra a assessora, ocorreu no dia 04 de de janeiro, na avenida Aristo da Riva às 11:25h e a descrição utilizada na lavratura da ocorrência, foi "usar veículo para arremessar sobre os pedestres água ou detr (sic)". A assessora terá 4 pontos anotados em sua CNH, além de multa no valor de R$ 85,12. Ela foi enquandrada no artigo 171 do Código de Trânsito Brasileiro.

Segundo Luis Jorge, na ultima semana de janeiro, houve um trabalho do município em parceria com o Estado de Mato Grosso onde foram realizadas blitzes na área central da cidade. Na oportunidade foram realizados trabalhos de fiscalização e multa para motoristas que estivessem em situação irregulares, como por exemplo, motoqueiros dirigirem sem as viseiras, de chinelo de dedo, com falta de itens obrigatórios de segurança, para os motoristas de carros, dirigir sem cinto de segurança, utilizando celular, dentre muitos outras irregularidades.

Fonte: Diário News

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Fraudes das precatórias

As investigações da Delegacia Fazendária sobre as fraudes nas cartas precatórias pagas a alguns servidores estaduais, que pode ter gerado prejuízo de R$ 253 milhões para o governo de Mato Grosso, incluem também gravações de conversas telefônicas com autorizações judiciais. O deputado Gilmar Fabris teve alguns diálogos gravados. Um deles não está ligado ao caso das cartas, mas expõe a falta de articulação e sintonia entre alguns secretários do governo de Silval.

Na conversa, o deputado licenciado e atual secretário de Desenvolvimento Rural, José Domingos Fraga Filho, pede para o deputado Gilmar criticar o secretáro de Fazenda, Edmilson Santos, para pressioná-lo a liberar recursos previstos em orçamento para a secretaria comandada por Zé Domingos para compra de equipamentos para agroindústria.

A informação é do jornal Diário de Cuiabá. A polícia grampeou Fabris entre julho e novembro.

A conversa entre os dois foi dia 3 de novembro. Zé Domingos explica a Fabris que não está conseguindo a liberação de R$ 2 milhões, resultantes de economia que teria conseguido em relação aos preços de referência da Secretaria de Estado de Administração (SAD), para a aquisição de insumos de fortalecimento da agricultura familiar e reclama que o governo bloqueou toda dotação orçamentária, inclusive os R$ 2 milhões que diz ter economizado para as aquisições. "(...) eu fiz uma reunião com o Edmilson, reunião com o Riva, reunião com o Botelho que eles me liberem. Não precisa me liberar o resto do orçamento que eu tenho. Só me libere esses R$ 2 milhões. Com isso, eu honro os compromissos e chego até o final do ano e eu falei com o Edmilson e o Botelho eles vão ter reunião 16h. Eu queria que você desse uma ‘batidinha" no Edmilson", pede Zé Domingos.

Fabris responde que vai, na Assembleia Legislativa, criticar o secretário. "Eu já vou bater nele, e outra coisa você já pode considerar (...)", afirma. O restante do diálogo não foi disponibilizado pelo deputado.

Ainda de acordo com o Diário de Cuiabá, a influência de Fabris diante de agentes e servidores públicos é ressaltada pela Polícia Civil como indício que supostamente colaboraria para demonstrar seu envolvimento em esquema de emissão irregular de cartas de crédito pelo governo do Estado. "Sua responsabilidade abrange basicamente em exercer seu poder enquanto parlamentar, no sentido de conduzir e influenciar positivamente os projetos de interesse do grupo, que dependam de intervenção política. Intervém junto a agentes e servidores públicos detentores de poder de decisão, buscando sempre facilidades no sentido de viabilizar o sucesso das negociações de créditos. Para demonstrar o poder de persuasão do deputado, até mesmo secretários de Estado recorrem à sua influência política para obter aprovações em seus projetos", ressalta a polícia.

Outro lado

O secretário José Domingos Fraga disse ter mantido contato apenas de forma esporádica com Fabris e somente para conversar sobre seu trabalho na secretaria, descartando qualquer ilegalidade.

As chamadas para celulares de Fabris, feitas por Só Notícias, foram para caixa de mensagem.

O secretário Edmilson dos Santos disse ao Diário, pela assessoria, que não se pronunciará sobre o caso.
Fonte:´Só Noticias

domingo, 11 de dezembro de 2011

Pássaro de estimação

A amizade entre um pássaro e um construtor chamou a atenção dos moradores de Tangará da Serra, cidade distante 242km de Cuiabá.

A ave da espécie Chopim tem penas pretas e azuladas e há um ano passou a ser a companheira diária de Ivanildo Araújo. O construtor começou a criar o passarinho ainda filhote, após encontrá-lo caído perto de um ninho.

Desde então, o pássaro ganhou o nome de Tico e acompanha Ivanildo para todos os lugares apoiado no ombro do dono, até mesmo enquanto ele pilota uma motocicleta. ''Ele caiu do ninho perto da casa da minha sogra e eu comecei a cuidar dele quando não tinha nem penas. Hoje ele até come ração na minha mão'', disse Ivanildo.

O carinho que o rapaz tem pelo pássaro é admirado pela cidade, onde Tico virou atração para moradores e principalmente das crianças. ''Eu posso andar de carro, moto e a pé. Onde eu vou ele vai junto comigo. O problema é só tomar cuidado com gatos'', brincou.

Ivanildo contou que sempre gostou de animais e se dedica ao máximo para ajudá-los. ''Se é meu, é bem cuidado. Eu trato bem'', assegurou.

O rapaz afirmou ainda que nunca colocou Tico em uma gaiola e que o animal sempre foi criado solto. ''Ele é muito dócil, adora criança e vai com qualquer um'', explicou.
O pássaro, conhecido por vários nomes, também é visto como 'malandro', por ter o hábito de colocar os ovos em ninhos de outras aves, para que elas choquem e cuidem dos filhotes.

Segundo o ornitólogo Dalci Oliveira, esse tipo de ave é totalmente associável com o ser humano. ''As aves quando são criadas desde filhotes podem se acostumar com o ser humano, como se fosse um pai ou uma mãe para eles'', comparou. Ainda de acordo com o ornitólogo, geralmente as aves dessa espécie se alimentam de insetos e grãos e vivem por até 15 anos.
Fonte: G1MT

sábado, 10 de dezembro de 2011

Diferente de Sinop

O promotor eleitoral Pedro Figueiredo Junior recomendou que a Câmara de Vereadores altere a Lei Orgânica para manter a atual composição de nove vereadores. A decisão já foi entregue ao legislativo. O posicionamento do Ministério Público é o mesmo defendido pelo presidente Luiz Carlos Gonçalves. Ele também é contrário ao aumento de vagas. Com aumento populacional, Mutum poderia ter duas vagas a mais.

No documento, o promotor cita como exemplo o município de Lucas do Rio Verde, que mesmo com 45 mil habitantes, segundo Censo do IBGE 2010, manteve a composição numérica de 9 vereadores. Nova Mutum, de acordo com o último Censo, está com 31.440 habitantes. Ele leva em consideração também que nos últimos anos a ‘sobra" de recita anual da Câmara, vem sendo revertida em prol da Saúde Pública, da Educação, da Segurança Pública, entre outros interesses difusos.

Pedro Figueiredo destaca que a Emenda Constitucional n°58/2009 alterou a redação do inciso IV, do artigo 29 da Constituição Federal, estabelecendo o "limite máximo" para a composição das Câmaras, mas que compete ao legislativo, em âmbito municipal, na Lei Orgânica, determinar o número de vereadores, isso conforme decisão recente do Tribunal Superior Eleitoral.

A decisão do MP foi encaminhada para todos os vereadores. "Eu já defendia a manutenção de apenas nove vereadores, mas temos diferentes opiniões sobre o assunto dentro do legislativo", disse Luiz Carlos. Levando em consideração a recomendação do Ministério Público, os vereadores têm até o mês junho de 2012 para promover as devidas alterações na Lei Orgânica, antes das convenções partidárias.

Em Sinop, conforme Só Notícias já informou, a câmara decidiu, esta semana, aumentar de 11 para 15 vereadores (4 vagas a mais) a partir de 2013 e também reajustou os salários dos futuros vereadores de R$ 5,9 mil para R$ 7,5 mil (sem descontos de INSS e IR).

Fonte: Só Noticias

sábado, 3 de dezembro de 2011

Resgatadas pelo Ibama

As duas onças-pardas resgatadas pelo Ibama na região de mata de uma fazenda em Santo Antônio de Leverger, a 35 quilômetros de Cuiabá, no dia 29 de setembro de 2010, ganharam um novo lar depois de ficarem abrigadas na sede do órgão. Nesta sexta-feira (2) elas foram transferidas da superintendência do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), na capital, para um abrigo a cerca de 35 quilômetros do município. O local tem autorização do órgão para receber animais silvestres.

A bióloga Marcela Marques explica que os animais ficaram órfãos porque a mãe dos felinos morreu em um incêndio florestal. Elas foram encontradas com apenas 15 dias de vida. "Assim como qualquer criança elas tiveram cólicas, dores, precisaram ser amamentadas", explicou.

Este foi o segundo caso de onça-parda resgatada em Mato Grosso e entregue pelo Ibama aos chamados 'mantenedores de fauna silvestre', categoria a que pertencem as pessoas autorizadas pelo órgão para cuidar dos animais silvestres. A transferência das irmãs Luma e Juma durou poucos minutos.

Os nomes foram escolhidos em função do temperamento de cada animal. “A Juma sempre gostou de dormir com a barriga para cima desde bebê. Ela é mais reservada e um pouco mais estressada. Mesmo tendo uma relação conosco, só se aproximou para pedir carinho com quatro meses de idade. Já a Luma é mais dócil, porém agitada”, pontuou a bióloga, ao G1.

Susto

Luma foi a primeira a entrar no recinto com 73 m² construído na propriedade. Juma, foi a última. Mais atrevida, ela conseguiu deixar a gaiola antes mesmo que a estrutura fosse aberta. Mas apesar do susto, ela não escapou porque o ponto em que ela caiu conecta-se com o interior do novo lar.

Em janeiro, as irmãs passarão por uma bateria de exames, conforme explica Cesar Esteves Soares, chefe do núcleo de Fauna e Pesca do Ibama em Mato Grosso. “Faremos um raio-x da cabeça, molde da boca e implantar um microship para a identificação, comum para cada animal silvestre que é mantido em cativeiro”, falou ao G1. Atualmente, cada animal pesa em torno de 23 kg, de acordo com Soares.

Em cativeiro elas devem ganhar mais peso a partir da dieta a ser adotada: a base de ração de gato e carnes diversas. As onças pardas são consideradas animais em extinção. "São ameaçadas porque perdem seu habitat e começam a entrar em fazendas, propriedades", citou o veterinário.

Adaptação

A adaptação das onças-pardas ao novo lar ocorrerá gradativamente, mas não deve demorar. É o que acredita a bióloga Marcela Marques. Isso porque os animais já eram mantidos em cativeiro [no Ibama] e a partir de agora apenas mudam de local.

"Agora é monitorar o comportamento delas. A adaptação vai ser rápida porque é só reconhecer o ambiente. Se elas estivessem na natureza a readaptação seria mais demorada. No entanto, como vieram de cativeiro, será breve”, acrescentou a bióloga. No Ibama em Cuiabá os animais viviam em um espaço com pouco mais de 20 metros quadrados.

Novo lar

A propriedade para onde Luma e Juma foram levadas pertence ao engenheiro civil Sebastião Orestes de Toledo Filho. Ele conta que se interessou pelas onças quando as viu na sede do Ibama. Ele ingressou com a documentação necessária até receber, para si, a autorização.

No local o empresário, que atua na área da educação ambiental, abriga também em outros recintos exemplares de aves como tucanos, papagaios, araras. O proprietário, que nesta sexta-feira acompanhou a chegada das duas novas moradoras mostrou-se entusiasmado com a ideia de abrigá-las.

“Começamos a receber os primeiros animais em 2006, com as aves. Mas já acolhemos tamanduá, porco espinho. É uma questão de prazer", resumiu. A despesa para construir o lar das onças foi rateada com uma empresa que no estado atua no segmento agrícola.

Em Mato Grosso, de acordo com o Ibama, apenas três pessoas estão enquadradas na categoria de 'mantenedor de fauna silvestre'. Outros, no entanto, têm a autorização do instituto para ajudar no processo de reabilitação de animais que são resgatados pelo órgão. “O difícil é achar quem se dispõe a cuidar. Não é um recinto barato e, muitas vezes, precisa-se de contribuição, parcerias”, finalizou Cesar Soares, do Ibama.
Leandro J. Nascimento
Do G1 MT

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Animais na rodovia

A onça-parda encontrada machucada no domingo (27) em uma rodovia próxima a Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, pode ser sacrificada caso não responda bem ao tratamento feito pelos veterinários do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da cidade.

De acordo com o veterinário Marcelo Oliveira, o animal ainda possui os movimentos das pernas e patas, mas, não consegue ficar em pé. “A eutanásia pode ser um caminho para ela não sofrer”, avaliou o veterinário.

O veterinário explicou que se o felino não restabelecer os movimentos das patas terá que ser sacrificado. “Se ela não responder ao tratamento não tem como deixar a onça viva. Até porque ela é muito brava e não deixa ninguém tratar. Tem outros pontos que impedem que ela melhore, pois se o animal fica muito tempo deitado, os rins e outros órgãos param de funcionar”, detalhou.

Ao G1, Marcelo Oliveira disse que nas últimas 24 horas o animal não apresentou nenhuma melhora. “Ela tem os reflexos das pernas e não fica em pé porque tem uma fratura na região da bacia. Agora é medicar e observar para ver se ela vai apresentar melhoras”, explicou.

O veterinário do CCZ disse relatou que a onça é muito agressiva. “Ela é muito brava, tenta morder quando a gente tenta dar algum remédio. Para medicar dá muito trabalho e é preciso que 5 ou 6 homens ajudem a segurá-la”, salientou.

Marcelo disse ainda que o CCZ não possui estrutura para atender um animal de grande porte e que a região de Rondonópolis não possui nenhum local que possa receber e tratar a onça.

O atropelamento

A onça-parda foi encontrada na MT-040, na região da cidade de Rondonópolis. Os brigadistas do Corpo de Bombeiros que atenderam a ocorrência relataram que o animal teria sido atropelado no momento em que tentava atravessar a rodovia.

Para o veterinário do CCZ, o principal motivo do atropelamento do animal se deve ao fato da velocidade dos motoristas. “Os motoristas se aproveitam da alta velocidade no final de tarde e a luz do farol dos carros deixa ela cega e acaba sendo atropelada”, finalizou.
(Foto: Divulgação/ Vigilância Ambiental)
Fonte: G1MT

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Que feio Sinop

A Sinop sem segurança é algo que chama atenção. Todos comentaram que a última reunião para discutir segurança, idealizada por um dos deputados estaduais da cidade não daria em nada. E parece que não deu mesmo.

Continuam as mortes, os roubos e a falta de efetivo policial para trabalhar como deveria.

Tá ficando feio para Sinop, que é uma das cidade que mais cresce no Estado.

sábado, 26 de novembro de 2011

Caso da propina

Sorriso teve uma sexta-feira histórica. Pela primeira vez, em 25 anos de existência, três vereadores são cassados por pedirem propina. A Câmara Municipal em sessão extraordinária que durou mais de 13 horas, decidiu pelas cassações dos mandatos de Chagas Abrantes (PR), Gerson Francio -Jaburu-, (sem partido) e Roseane Marques (PR).

Os vereadores votaram 12 vezes (para Chagas foram 5 quesitos-acusações analisados, 3 de Gerson Francio e 4 de Roseane) e a votação foi secreta. Cada quesito correspondia a uma acusação caracterizando quebra de decoro parlamentar. Era necessário 7 votos em cada um para ocorrer a cassação.

Chagas foi condenado em duas acusações - uma delas de usar o mandato por ter feito gestão junto a prefeitura para obter vantagens financeiras para a emissora de tv dirigida por sua esposa. Em outros três quesitos (incluindo o da sua prisão), a maioria votou contra o relatório.

Jaburu foi cassado em 2 quesitos (com 8 e 7 votos favoráveis) sendo um deles de usar mandato "para obter vantagens de R$ 40 a R$ 500 mil". Em outro, por "atos incompatíveis com o decoro parlamentar". No caso da prisão, a maioria entendeu que não houve quebra de decoro Não o condenando por 6 a 4.

Roseane foi condenada em 3 dos 5 quesitos-anulações - pagamento do conserto do carro, emprego na prefeitura com salário de R$ 1,5 mil para o namorado e dinheiro em troca de apoio.

A Comissão Processante, que conduziu as investigações, após os 3 vereadores terem sido presos, por ordem da justica, atendendo pedido do GAECO (Grupo de Apoio e Combate ao Crime Organizado) em junho (ficaram 5 dias presos). O relator João Mattos se convenceu, após depoimentos dos acusados, testemunhas de defesa e análise das provas contidas no processo judicial, que eles estavam envolvidos no "caso da propina" e fez parecer pelas cassações.

Chagas e Jaburu já presidiram a câmara e foram ferrenhos adversários do prefeito Chicão Bedin. Roseane estava no primeiro mandato. Agora ficam com as vagas dos 3 os suplentes que estão no legislativo - Elias Maciel, Marcelo Lincoln e Jane Delalibera - que já estavam no legislativo desde que a justiça determinou os afastamentos dos 3 que foram cassados hoje.

O presidente Luis Fábio, ao final da sessão, disse que a sessão foi transparente e proporcionou aos acusados se defenderem.

Fonte: Só Noticias

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Mato Grosso 70%

Ambientalistas e autoridades avaliaram que o desmatamento aumentou na Amazônia Legal, em especial, em Mato Grosso, no período em que o projeto do novo Código Florestal foi discutido Congresso Nacional. A Comissão de Meio Ambiente do Senado concluiu nesta quinta-feira (24) a votação da nova legislação ambiental. A proposta será votada pelo Plenário em regime de urgência na próxima semana e, caso seja aprovada, retorna à Câmara.

"Desmatamento desse tamanho a gente já não via há muito tempo na Amazônia”, comentou Tatiane Carvalho, ambientalista do Greenpeace. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Mato Grosso lidera a lista dos estados que mais desmataram, de janeiro a setembro deste ano. A devastação, apontou o Inpe, aumentou 70% neste ano em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo o gerente executivo do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Evandro Carlos Selva, os desmatadores voltaram a usar a técnica do chamado “correntão” que era costumeiramente utilizada na década de 1970 no estado, mas que passou a ser proibida. "Nestes enormes desmatamentos em Mato Grosso os infratores passaram a usar uma técnica que já estava abandonada. O correntão, uma corrente muito pesada que está amarrada entre dois tratores que entram na floresta e derrubam tudo que tem pela frente", comentou Carlos Selva.

No município de Nova Ubiratã, a 506 km de Cuiabá, segundo o Ibama, foram registrados os maiores desmatamentos do estado. Só um fazendeiro é acusado de desmatar ilegalmente mais cinco áreas, que somam seis mil hectares. Ele já foi multado pelo Ibama em R$ 20 milhões. Seis dos dez maiores desmatamentos no estado estão em nome do fazendeiro do Panará. Todos os desmatamentos ilegais foram feitos por correntes gigantes puxadas por tratores para acabar com a vegetação.

Integrantes do Greenpeace constataram durante um sobrevoo na área de desmatamento em Mato Grosso que os infratores não pouparam nem as nascentes e as margens dos rios, áreas de preservação permanente. Em algumas propriedades, a faixa de floresta que deveria ser mantida como reserva legal desapareceu. Desde a constatação dos maiores desmatamentos, o Ibama passou a recolher tratores e caminhões encontrados nas propriedades para evitar que a ação ilegal seja retomada longe dos olhos da fiscalização.
Fonte: G1MT

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Sem aumento de vereadores

Os vereadores Elizeu Sávio Diniz, Airton Callai, Ana Kothrade e Márcio Albieri assinaram e encaminharam uma proposta de alteração a lei orgânica do município, com o objetivo de manter o número de nove vereadores no legislativo Luverdense.

A proposta foi posta em votação na sessão da câmara municipal realizada na noite de segunda-feira. A proposta foi aprovada por unanimidade em primeira votação pelos vereadores. Em duas semanas a proposta deverá voltar a pauta da sessão para ser votada em segunda votação.

Na opinião do vereador Elizeu Sávio Diniz que encabeçou a proposta, o aumento no número de vereadores não significa aumento de representatividade e por tanto não vê a necessidade de aumentar para 13 os vereadores. “A maioria das câmaras municipais alteraram a lei orgânica para aumentar o número de vereadores e nós estamos mais uma vez dando exemplo e fazendo o contrário ao propor que não se aumente o número de vereadores. No nosso entendimento nove é um número mais do que suficiente” argumentou.

O vereador Márcio Albieri disse ser favorável a aprovação da proposta por entender que mais de 90% da população de Lucas do Rio Verde é contra o aumento no número de vereadores. “Nós não podemos em hiptose alguma ir contra ao que a grande maioria da população quer, pois fomos eleitos pelo povo para representá-lo” disse Albieri.

Para o vereador Airton Callai, o não ao aumento no número de vereadores diminui as chances dos atuais vereadores se reelegerem em 44%. “Nem por isso nós vamos votar contra aos interesses da nossa população. Tenho certeza absoluta que a população luverdense continuará sendo bem representada pelos nove vereadores e não vejo a necessidade de aumentar para 13” explicou Callai.

“Nós não temos ainda uma posição definitiva do TRE em que faixa nós vamos ficar. O Juiz eleitoral é quem vai decidir se Lucas do Rio Verde terá 13, 11 ou 9 vereadores na próxima legislatura, porém a nossa parte nós estamos fazendo que é o de manter o número de vereadores em 9” explicou o vereador Carlos Girotto.
Fonte: Rádio Atitude

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Justiça atende sindicato

O juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública de Várzea Grande, Jones Gattas, concedeu, no dia 21 de outubro, liminar favorável ao Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso suspendendo concurso para a Prefeitura de Várzea Grande, previsto para novembro deste ano. Saiba mais, também, sobre a campanha do Sindicato de Minas Gerais contra o assédio moral no trabalho, o desfecho da campanha salarial dos profissionais de jornais e revistas do litoral e interior paulista, e sobre a omissão de Zero Hora a críticas ao monopólio da mídia na cobertura de evento sobre liberdade de imprensa.

Foram abertas, no concurso para a Prefeitura de Várzea Grande, 1191 vagas, entre elas três para comunicadores. O Sindjor-MT pediu a suspensão do concurso, porque no edital consta como salário para o cargo o valor de R$ 829, 70, pelo período de 40 horas semanais, contrariando o piso da categoria, que é R$ 1.500, por uma jornada de 5 horas diárias, conforme a CLT. "O edital, como está, é uma afronta aos jornalistas, um desrespeito aos que trabalham com a notícia e têm uma rotina estressante e de muita responsabilidade", sustenta o presidente do Sindjor-MT, Téo Meneses.

O desrespeito à CLT, às convenções e acordos coletivos dos jornalistas e ao direito da sociedade à informação de qualidade, infelizmente, se repete em diversos concursos públicos no país. Outro exemplo é o de assessor de imprensa da Câmara de Vereadores de Guarapuava. Além de desrespeitar o piso da categoria no estado e a jornada de trabalho, no edital exige-se apenas ensino médio para a seleção ao cargo. O Sindicato dos Jornalistas do Paraná está buscando a via do diálogo para que sejam promovidas retificações no edital. Caso isso não ocorra, a alternativa será a via judicial, como no caso mato-grossense.
Justiça atende Sindicato de Mato Grosso e suspende concurso

O juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública de Várzea Grande, Jones Gattas, concedeu, no dia 21 de outubro, liminar favorável ao Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso suspendendo concurso para a Prefeitura de Várzea Grande, previsto para novembro deste ano. Saiba mais, também, sobre a campanha do Sindicato de Minas Gerais contra o assédio moral no trabalho, o desfecho da campanha salarial dos profissionais de jornais e revistas do litoral e interior paulista, e sobre a omissão de Zero Hora a críticas ao monopólio da mídia na cobertura de evento sobre liberdade de imprensa.

Foram abertas, no concurso para a Prefeitura de Várzea Grande, 1191 vagas, entre elas três para comunicadores. O Sindjor-MT pediu a suspensão do concurso, porque no edital consta como salário para o cargo o valor de R$ 829, 70, pelo período de 40 horas semanais, contrariando o piso da categoria, que é R$ 1.500, por uma jornada de 5 horas diárias, conforme a CLT. "O edital, como está, é uma afronta aos jornalistas, um desrespeito aos que trabalham com a notícia e têm uma rotina estressante e de muita responsabilidade", sustenta o presidente do Sindjor-MT, Téo Meneses.

O desrespeito à CLT, às convenções e acordos coletivos dos jornalistas e ao direito da sociedade à informação de qualidade, infelizmente, se repete em diversos concursos públicos no país. Outro exemplo é o de assessor de imprensa da Câmara de Vereadores de Guarapuava. Além de desrespeitar o piso da categoria no estado e a jornada de trabalho, no edital exige-se apenas ensino médio para a seleção ao cargo. O Sindicato dos Jornalistas do Paraná está buscando a via do diálogo para que sejam promovidas retificações no edital. Caso isso não ocorra, a alternativa será a via judicial, como no caso mato-grossense.
Fonte: FENAJ

sábado, 29 de outubro de 2011

Preguiça atropelada

Uma preguiça atropelada foi resgatada em uma rodovia no município de Juruena, a 893 quilômetros de Cuiabá. O animal foi localizado por um motorista de uma companhia de ônibus de viagem na quarta-feira (26), que o levou para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de Juína, cidade vizinha.

O mamífero estava no meio da pista da MT-170 quando um motorista avistou o animal e o colocou dentro de um caminhão. O veterinário que o socorreu, Leandro Nogueira, do Ibama, disse que o animal chegou muito ferido ao instituto, com as quatro patas machucadas.

"Além das patas, ele tem uma lesão no focinho. Estamos dando antibiótico e banana para que ele se recupere", explicou Nogueira ao G1. Ainda segundo o veterinário, o animal é macho e adulto. Apesar de não ter a locomoção e alimentação afetadas, o estado de saúde da preguiça é considerado estável.

Leandro acredita que, ao ser atropelado, a costela do animal tenha sido atingida. "Existe uma lesão no pulmão, pois ele apresenta uma respiração difícil. Provavelmente seja um quadro de pneumonia", argumentou. O veterinário explica que essa espécie se alimenta de folhas de embaúba e prefere viver no alto de árvores. "Esse aqui é muito bravo. Evitamos ao máximo encostar nele", disse Leandro.

Agora, o animal será tratado e alimentado até que o quadro de pneumonia seja revertido. O veterinário estima que o tratamento leve de três a cinco dias e, em seguida, o animal será solto em áreas verdes da região. Em Juína, explicou o veterinário, é comum que animais silvestres invadam centros urbanos. No mês passado o Ibama resgatou uma jaguatirica na cidade.
Fonte: G1 MT
Foto: Leandro Nogueira

domingo, 23 de outubro de 2011

Quarta sessão

A quarta sessão de julgamento dos acusados de participação no crime conhecido como “Chacina de Matupá” ocorrerá na próxima segunda-feira (24 de outubro). De acordo com o presidente do Conselho de Sentença, juiz da Comarca de Matupá (695km a norte de Cuiabá), Tiago Souza Nogueira de Abreu, na sessão vão a júri os réus Antonio Pereira Sobrinho, Roberto Konrath, Enio Carlos Lacerda e José Antônio Correia. O processo do réu Arlindo Capitani foi desmembrado sob alegação de que ele não fora intimado para o júri popular, previsto para 4 de outubro último. Ainda não há previsão para o julgamento dele.

Até agora 13 acusados foram julgados. Na primeira sessão de julgamento, realizada no dia 4 de outubro, após 19 horas, os jurados absolveram os réus Santo Caioni e Alcindo Mayer, que se declararam inocentes. Apenas o acusado Valdemir Pereira Bueno, que admitiu ter jogado combustível nos assaltantes, foi condenado a oito anos de reclusão em regime inicialmente fechado.

Na segunda sessão, ocorrida dia 10 de outubro, após dez horas de julgamento, os réus Donizete Bento dos Santos, Gerson Luiz Turcatto, Paulo Cezar Turcatto, Mauro Pereira Bueno e Airton José de Andrade foram absolvidos.

Já no dia 17 de outubro, data da terceira sessão de julgamento, o réu Luiz Alberto Donin foi considerado culpado e foi condenado a cinco anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial semi-aberto, e Mario Nicolau Schorr também foi considerado culpado e condenado a quatro anos e oito meses de reclusão, em regime semi-aberto.

Os outros três réus, Elo Eidt, Faustino da Silva Rossi e Elywd Pereira da Silva, foram considerados inocentes pelo júri popular, por falta de provas contra eles. A terceira sessão de julgamento durou 17 horas.

O caso - A chacina no Município de Matupá ocorreu em 23 de novembro de 1990. Na oportunidade, Ivacir Garcia dos Santos, 31, Arci Garcia dos Santos, 28, e Osvaldo José Bachinan, 32, após uma tentativa de assalto, teriam invadido uma residência e mantiveram duas mulheres reféns, por mais de 15 horas. A Polícia Militar foi acionada e os assaltantes se renderam. No entanto, eles foram capturados pelos populares, levados até a praça pública, espancados e queimados. A ação foi registrada por um cinegrafista e as imagens repercutiram em todo o mundo.

Fonte: TJMT

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Cuiabá e Luverdense na C

O Cuiabá conseguiu subir para a Série C e agora Mato Grosso tem dois representantes o da capital, e o Luverdense do interior.

Já o Luverdense que iria jogar hoje, teve que interromper a viagem e voltar de Cuiabá para Lucas, depois de receber o comunicado da CBF que o Rio Branco ficou novamente com a vaga.

Agora o Luverdense deve recorrer para tentar novamente garantir a vaga que por enquanto é do time acreano.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Vereadores de Cuiabá

Os vereadores da Câmara de Cuiabá aprovaram, nesta terça-feira (11), um projeto de lei que prevê reajuste de 87% no valor pago de verba indenizatória aos parlamentares, aumentando o benefício de R$ 8 mil para R$ 15 mil por mês. Segundo o assessor jurídico da Casa, Eronides Dias da Luz, o novo valor do auxílio deverá ser pago a cada vereador um mês após a publicação da lei no Diário Oficial.

O reajuste não agradou a todos os parlamentares. O vereador Lúdio Cabral (PT) explicou que o projeto havia sido incluído na pauta da sessão extraordinária prevista para o início desta tarde de terça, mas foi votado durante a sessão ordinária da manhã. O projeto foi aprovado em regime de urgência com apenas três votos contrários.

“Trata-se de legislar em causa própria sem a devida publicidade e adotando um rito de urgência que não cabe ao conteúdo da matéria”, declarou Lúdio, um dos que votaram contra o reajuste da verba.

O vereador afirmou que tomará as medidas cabíveis para reverter esse aumento e encaminhará uma solicitação formal à Câmara pedindo cópia dos documentos que instruíram o processo. Ele disse que estudará as alternativas jurídicas para contestar a aprovação do referido projeto.

O vereador Deucimar Silva (PP) defendeu o reajuste na verba indenizatória. Ele explicou que antes o gasto de cada gabinete de vereador era pago pela administração da Câmara. No entanto, houve uma mudança e o custo passou a ser pago pelos vereadores, então, desta forma, o reajuste da verba se justificaria.

No mês de setembro, a Câmara de Cuiabá aprovou um aumento no número de vereadores, passando de 19 para 25 parlamentares na próxima legislatura.

G1 MT

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Segunda sessão

Está confirmada para a próxima segunda-feira (10 de outubro), a partir das 8 horas, a segunda sessão do Tribunal do Júri da Comarca de Matupá (695km a norte de Cuiabá) referente à “Chacina de Matupá”. Na data, enfrentarão o júri popular os réus Donizete Bento dos Santos, Gerson Luiz Turcatto, Paulo Cezar Turcatto, Mauro Pereira Bueno e Airton José de Andrade. Em virtude do excessivo número de réus, num total de 18, o processo foi desmembrado por determinação do juiz titular da comarca, Tiago Souza Nogueira de Abreu.


No início da madrugada da quarta-feira (5 de outubro) terminou o julgamento dos três primeiros acusados. Valdemir Pereira Bueno foi considerado culpado e condenado a oito anos de reclusão em regime inicialmente fechado. Já os réus Santo Caione a Alcindo Mayer foram considerados inocentes das acusações e absolvidos. O crime ocorreu em novembro de 1990 e resultou na morte dos assaltantes Ivacir Garcia dos Santos, 31, Arci Garcia dos Santos, 28, e Osvaldo José Bachinan, 32.

Para o próximo dia 17, a partir das 8 horas, está marcado o julgamento dos réus Luiz Alberto Donin, Elo Eidt, Mário Nicolau Schorr, Faustino da Silva Rossi e Elywd Pereira da Silva. A última sessão será realizada no dia 24, com o julgamento de José Antônio Correa, Antônio Pereira Sobrinho, Roberto Konrath e Enio Carlos Lacerda, com início às 8 horas.

Relembre o caso – A chacina no município de Matupá ocorreu em novembro de 1990. Na oportunidade, Ivacir Garcia dos Santos, 31, Arci Garcia dos Santos, 28, e Osvaldo José Bachinan, 32, após uma tentativa de assalto, teriam invadido uma residência e mantiveram duas mulheres reféns, por mais de 15 horas. A Polícia Militar foi acionada e os assaltantes se renderam. No entanto, eles foram capturados pelos populares, levados até a praça pública, espancados e queimados. A ação foi registrada por um cinegrafista e as imagens repercutiram em todo o mundo.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação do TJMT