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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Final feliz

Uma australiana passou três horas na lama tentando salvar um cavalo que ficou atolado em uma praia em Melbourne, na Austrália. Segundo o jornal Daily Mail, Nicole Graham e sua filha passeavam em dois cavalos quando caíram no atoleiro semelhante a "areia movediça".

Nicole ainda conseguiu se arrastar na lama para ajudar a filha e um dos animais, mas o cavalo chamado Astro acabou ficando preso.

Ainda segundo o jornal Daily Mail, a situação se tornou mais grave quando aumentou o nível do mar ao redor do ponto onde o animal estava atolado. Nicole passou o tempo todo tentando acalmar o animal e segurando a cabeça dele para cima, para que não se afogasse.

Em meio à corrida contra a maré, uma equipe de resgate foi chamada e até mesmo um helicóptero ficou posicionado como última recurso para puxar Astro para fora do atoleiro.

— Foi de cortar o coração ver meu cavalo sofrendo e lutando para se soltar — disse Nicole, que relatou ter ficado aliviada quando viu a chegada do resgate.

Minutos antes de a água tomar conta do local, o cavalo foi sedado e puxado com ajuda de um trator para fora da lama.

— Foi como areia movediça — disse o tenente dos bombeiros Roger Buckle, que elogiou os esforços de todos — Foi uma corrida contra a maré e, felizmente, vencemos — concluiu.

A australiana Nicole Graham tem mais de 10 cavalos e trabalha com odontologia equina.
Fonte: Zero Hora

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Culpa do Santos

É claro que hoje o Barcelona é um time imbatível. Mas o fato é que o Santos fez um papelão. Se não tinha futebol para vencer (e todos sabiam) pelo menos tinha que ter apresentado um esquema de jogo, ou de marcação para dificultar o já conhecido toque de bola do Barcelona.

Começar o jogo com Elano no banco, um jogador de seleção, com participação em Copa do Mundo foi o primeiro erro. Em uma coisa o treinador tinha razão quando disse que "O Santos vai incomodar um pouquinho". O Santos realmente incomodou quem gosta de time guerreiro, que quando não consegue jogar futebol, pelo menos perca o jogo suando a camisa.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Pobreza americana

Quando se pensa nos EUA, a imagem que vem à cabeça é normalmente de riqueza. Prédios altos, muitas lojas e cenários de filmes. Trata-se, afinal, da maior economia do planeta. Mas a verdade é que o povo americano nunca foi tão pobre. Pelo menos não oficialmente, desde que o país passou a realizar o Censo, 52 anos atrás.

Cerca de 2,6 milhões nos EUA passaram da classe média para baixo da linha de pobreza só em 2010. E o Censo mostra que o ano passado foi o terceiro, consecutivo, em que a taxa de pobreza aumentou (passou de 14,3% da população para 15,1%). Mais de 46,2 milhões são considerados pobres no país com o mais alto PIB do mundo. Cerca de 15,4 milhões vivem em extrema pobreza. Tudo isso é resultado da recessão que atingiu o país dois anos atrás e que deixou como legado uma alta taxa de desemprego, acima de 9%, entre outros fatores.

A pobreza americana, porém, é muito diferente da latino-americana. Uma pesquisa da Fundação Heritage, utilizando os dados levantados pelo próprio Censo, aponta que, entre as famílias consideradas pobres nos EUA:

- 80% têm ar-condicionado em casa;

- 92% têm forno de micro-ondas;

- quase 75% têm pelo menos um carro;

- mais de 60% têm TV a cabo;

- mais da metade tem computador, e 43% têm acesso à internet;

- 83% das famílias afirmam ter alimentos suficientes;

- 42% delas são proprietárias das residências onde moram.

“Não estamos dizendo que nos EUA não existe pobreza, mas claramente trata-se de uma pobreza muito diferente dos países de terceiro mundo”, disse ao iG Rachel Sheffield, uma das autoras da pesquisa da Fundação Heritage. “Essas pessoas passam necessidades, têm dificuldades para chegar até o fim do mês com algum dinheiro, mas não são miseráveis”, afirmou.

Para entender a diferença entre um pobre americano e um pobre em um país em desenvolvimento, é preciso observar como cada um é classificado. Nos países em desenvolvimento, o Banco Mundial caracteriza como pobres os que ganham menos de US$ 2 por dia, e extremamente pobres aqueles que ganham menos de US$ 1,25. No Brasil, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) classifica como pobre quem vive com uma renda mensal de até R$ 134.

Nos EUA, consideram-se extremamente pobres aqueles cuja renda anual não chega a US$ 10 mil (ou US$ 833 por mês - R$ 17.589 e R$ 1.465, respectivamente). Uma pessoa é considerada pobre se sua renda anual não chegar a US$ 11.334 (ou US$ 944 por mês - R$ 19.965 e R$ 1.663, respectivamente), enquanto uma família de quatro pessoas é considerada pobre se a renda familiar anual não chegar a US$ 22.314 (ou US$ 1.860 mensais - R$ 39.306 e R$ 3.276, respectivamente).

No Brasil, uma família com essa renda é considerada classe B, ou seja, a classe média tradicional. Se fossem usadas as medidas americanas no Brasil, metade da população seria considerada pobre, incluindo dois terços da classe média do País. É importante entender, porém, que os custos de vida nos EUA são em média mais altos que no Brasil e, por isso, mesmo ganhando mais, o poder de consumo dos pobres americanos não é necessariamente maior que o de parte dos pobres brasileiros.

Mulheres são principais atingidas

Também é interessante notar que a pobreza americana atinge mais mulheres que homens. Elas representam 53,4% do total de pobres nos EUA, ou 27,7 milhões. A outra metade é dividida entre homens e crianças. A grande maioria são mulheres imigrantes, negras e/ou mãe solteiras. Mais de 40% das famílias chefiadas por mulheres, sem a presença do pai, estão abaixo da linha de pobreza. Segundo o Censo, 80% dos sem-teto em Nova York são mulheres e crianças.

Acredita-se que o aumento da pobreza nos EUA esteja intimamente ligado a questões familiares e violência doméstica, dois problemas que tendem a aumentar em períodos de crise econômica. “A principal razão que faz uma família (não um indivíduo) cair da classe média para virar pobre é a separação do casal. Os casos mais comuns são: o homem vai embora e deixa a mulher, sem emprego e sem salário, com os filhos. Ou então a mulher tem de fugir com os filhos porque sofre violência em casa”, explicou Sheffield.

Essa história é parecida com a realidade enfrentada por Jasmim Johnson e suas duas filhas em Nova York. Jasmim cresceu vendo sua mãe sofrer por ser viciada em drogas. Seu pai saiu de casa quando ela ainda era uma criança. Com uma educação limitada, ela nunca conseguiu um emprego que pagasse mais de US$ 850 ao mês. Aos 20 anos, Jasmim tinha duas filhas com um homem viciado em cocaína, que quando estava drogado era extremamente agressivo.

Temendo pela sua segurança e a das filhas, Jasmim fugiu de casa enquanto seu companheiro dormia. Ela encontrou abrigo em uma igreja, onde ficou por dois meses com as filhas. Nos meses seguintes, com a ajuda de uma instituição chamada Women in Need (Mulheres com Necessidades), Jasmim conseguiu uma residência popular gratuita e encontrou um emprego. A instituição paga pela creche que cuida das meninas, enquanto Jasmim trabalha. “Jamais teria conseguido refazer a minha vida sozinha”, disse Jasmim por email ao iG.

Queda nos subsídios federais

Shirley Brevard, de 70 anos, é uma senhora aposentada de Nova York. Ela trabalhou como dançarina de cabaré por 40 anos e, aos 52, aposentou-se. Atualmente trabalha como voluntária ajudando homens e mulheres desabrigados na sua paróquia no bairro Upper West Side. Shirley não paga aluguel porque mora em um apartamento da prefeitura, em uma habitação pública no Harlem. Além disso, todos os meses ela recebe cupons de alimentação, uma ajuda do governo federal para comprar alimentos (na prática trata-se de um cartão digital que é recarregado todos os meses, com o qual pode comprar comida).

Shirley também é cadastrada no Medicaid, o plano básico de saúde pública dos EUA. Com o pouco que ganha mensalmente com sua aposentadoria (menos de US$ 450), Shirley complementa sua alimentação, paga as contas do apartamento, compra remédios e eventualmente, roupas. “Não sobra nada, mas não dá para reclamar. Tem sempre alguém em uma situação pior que a nossa”, disse.

Ser pobre como Shirley não parece tão difícil, mas a verdade é que os subsídios e as ajudas públicas americanas são cada vez mais escassas, e o número de famílias com necessidades é cada vez mais alto. Os abrigos e as residências populares têm filas de espera de mais de 100 mil famílias somente na cidade de Nova York. Pelo menos 16,3% da população americana não tem nenhum tipo de cobertura médica, nem mesmo Medicaid, a cobertura pública.

Essa é a outra face da moeda. Ser pobre no país mais rico do mundo, onde tudo foi pensado e desenvolvido para quem tem dinheiro de sobra, pode ser um grande desafio. Em algumas cidades dos EUA, apenas o custo com a moradia pode representar até 80% da renda familiar. A saúde pública existe, mas só até o limite pré-determinado pelos próprios hospitais. No ano passado, 1,3% da população da cidade de Nova York, ou 104 mil pessoas, ficou sem teto por pelo menos uma noite, de acordo com dados da prefeitura.

“Trata-se de uma verdadeira década perdida. A família média americana está hoje mais pobre do que há 20 anos”, afirmou Lawrence Katz, professor de economia da Universidade de Harvard.

Michael Callaghan, diretor executivo do Nazareth Housing, organização que oferece abrigo temporário para famílias sem-teto em Nova York, afirma ser mais difícil ser pobre em um país rico do que em um país pobre, assim como, segundo ele, é mais complicado ser pobre em uma cidade rica dos EUA do que em uma mais humilde.

A lógica de Callaghan é a seguinte: ser pobre em um país extremamente consumista como os EUA não só é mais caro, como acaba sendo muito mais frustrante também. “Neste país não existe mais TV aberta, por exemplo. Para assistir à TV, você é obrigado a pagar o cabo. Os aluguéis em Nova York, mesmo em áreas tradicionalmente mais humildes, não param de subir, empurrando os pobres para áreas de pior acesso, onde terão de gastar mais com transporte. É uma economia que exclui, que torna a vida do pobre cada vez mais cara e difícil”, explicou.

Além disso, mesmo ganhando mais, os pobres americanos podem ter menos poder de consumo que os pobres de países onde os produtos custam menos. “Trabalho com um grande número de famílias, principalmente de mães solteiras com dois ou três filhos que têm de viver com cerca de US$ 20 por dia. Se ela pegar o metrô ou o ônibus para ir trabalhar, gastará US$ 4,50, restando US$ 15,50 para aluguel, comida, roupas e remédios. Em uma cidade cara como Nova York, essa matemática fica simplesmente impossível, porque aqui os preços não foram feitos para esse orçamento; foram feitos para os que ganham pelo menos cinco vezes mais”, comparou Callaghan.

Questionado sobre onde preferiria viver se ganhasse menos de US$ 11 mil por ano, ele respondeu: “Se fosse pobre, preferiria morar no Brasil ou na Guatemala, onde já estive três vezes, do que nos EUA”, afirmou.

Fonte: Último Segundo

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Crueldade

Um pit bull de dois anos, batizado de Miracle (Milagre), pulou da janela do terceiro andar de um prédio depois de ter sido abandonado pelos donos. Apesar de ter machucado o quadril e precisar de cirurgia, o cão sobreviveu.

Segundo, grupos de proteção aos animais, Miracle pode ter ficado até dois meses sem receber cuidados. Ele estava em um apartamento vazio e sujo, em Boston (EUA), com outro cachorro. “O pulo foi uma última tentativa desesperada de encontrar comida”, disse a gerente do abrigo de animais Forever Paws, Erin Pacheco.

Uma outra filhote de quatro meses foi encontrada desnutrida no mesmo andar do prédio. Ela recebeu o nome de Gracie e foi hospitalizada para se recuperar.

O síndico disse à polícia que o inquilino que morava no apartamento havia se mudado há dois meses sem deixar quaisquer contatos.

Os três cachorros foram abrigados no Forever Paws. A polícia investiga o caso.
Foto: Forever Paws
Fonte: Yahoo

domingo, 2 de outubro de 2011

Para erradicar a raiva

A cada ano, mais de 55 mil pessoas no mundo morrem em decorrência da Raiva e, na vã tentativa de se conter a disseminação da doença, 20 milhões de cães são mortos por ano, ou seja, 38 cães a cada minuto, de maneira tão desumana quanto desnecessária. A WSPA apela aos governantes de todo o mundo para que combatam a Raiva através da única forma eficaz e humanitária de controle da doença: a vacinação em massa de cães.

"A Raiva é uma séria ameaça tanto para os seres humanos quanto para os animais", reconhece Ray Mitchell, Diretor da WSPA para Campanhas Internacionais, que também ressalva: "quando confrontados com esta doença de rápida disseminação, alguns países optam pelo que acreditam ser a única solução para erradicar a raiva: a exterminação dos cães. Mas, com o sucesso dos atuais programas de controle da Raiva em vários países da Ásia e da América Latina, a WSPA mais uma vez demonstra que um mundo sem a raiva não significa necessariamente um mundo sem cães."

Por esta razão, a WSPA lança a campanha "Coleiras Vermelhas" com um projeto em Bangladesh que apoiará o governo para implementação de um programa de vacinação em grande escala na cidade de Cox's Bazar, objetivando, já neste primeiro ano, salvar a vida de milhares de cães e preparar o país para a realização de uma campanha nacional.

"Acho um horror saber que existem 20 milhões de cães sendo mortos a cada ano por medo da Raiva quando, na verdade, já existe uma solução alternativa", protesta a cantora britânica Leona Lewis, celebridade global da campanha da WSPA e grande defensora dos animais.

Para a Gerente de Programas Veterinários da WSPA Brasil, Rosangela Ribeiro, apesar do Brasil ainda enfrentar problemas com Raiva canina, humana e silvestre, o país se destaca no controle humanitário da Raiva há mais de três décadas. "Desde 1973, quando o Ministério da Saúde criou o Programa Nacional de Controle da Raiva (PNCR), o objetivo foi eliminar a Raiva humana transmitida por animais através da vacinação de cães e gatos gratuita em massa e, de fato, conseguimos avançar muito. No entanto, infelizmente, a Raiva ainda não foi erradicada em todo território nacional. Portanto, não podemos deixar de vacinar os animais, já que este é o método mais efetivo e humanitario de se controlar esta terrível zoonose".

A campanha está também centralizada na formalização de parcerias entre organizações voltadas ao bem-estar animal e agências governamentais nas áreas de saúde, educação e saúde publica. Já há consenso de que a única solução verdadeiramente eficaz para o controle da Raiva está na vacinação de cães combinada com a facilidade de acesso a tratamento profilático, nos casos de pós-exposição ao vírus, e a promoção de campanhas educativas junto à população para a prevenção de mordidas. A Organização Mundial de Saúde (OMS) se referiu recentemente ao nosso programa de vacinação como "a estratégia economicamente mais viável, em âmbito global, para a prevenção da Raiva nos seres humanos."

Destino turístico famoso na Indonésia, a ilha de Bali é o melhor exemplo recente do sucesso das campanhas de vacinação propostas pela WSPA. Acesse o site da WSPA Brasil em www.wspabrasil.org para mais informações sobre este estudo de caso, sintomas da Raiva, como preveni-la e outras iniciativas da WSPA para o controle da doença.

Fonte: WSPA

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Lula Doutor Honoris

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, na terça-feira (27) o título de Doutor Honoris Causa do Instituto de Estudos Políticos de Paris – conhecido como Sciences Po. O ex-presidente foi a 16ª personalidade – e a primeira latino-americana – que recebeu essa láurea desde a fundação da instituição, em 1871.

Notabilizada pela formação de líderes políticos, a Sciences Po tem entre seus ex-alunos os ex-presidentes franceses Jacques Chirac e François Mitterrand, além do príncipe Rainier III de Mônaco, do ex-secretário-geral da ONU Boutros Boutros-Ghali e do escritor Marcel Proust.

O diploma foi entregue em Paris por Jean-Claude Casanova, membro do Instituto da França e presidente da Fundação Nacional das Ciências Políticas, que elogiou o governo Lula citando ascensão de milhões de brasileiros à classe média, a integração Sul-Sul e a diminuição da desigualdade social.

Em seu discurso de agradecimento, Lula ressaltou que os avanços conquistados foram fruto do exercício da democracia. “Estabelecemos uma nova relação do Estado com a sociedade, na qual todos os setores sociais foram ouvidos, mobilizados, e puderam discutir não somente com o governo, mas também entre eles próprios”, afirmou. “Para tanto, realizamos 74 conferências nacionais entre 2003 e 2010, precedidas por reuniões em níveis municipal e estadual, que contaram com a presença de cerca de 5 milhões de pessoas.”

O ex-presidente citou também a criação de 14 novas universidades federais e 126 extensões universitárias durante o seu governo. “Embora eu tenha sido o único governante do Brasil que não tinha diploma universitário, já sou o presidente que mais fez universidades na história do Brasil, e isso possivelmente porque eu quisesse que parte dos filhos dos brasileiros tivesse a oportunidade que eu não tive.”

Este é o sétimo título de Doutor Honoris Causa recebido por Lula, e o segundo fora do Brasil. Muitos doutoramentos foram aprovados antes ou durante os mandatos do ex-presidente, mas Lula optou por recebê-los quando deixasse o governo.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Melhor amigo

Com seus quase cinco metros de comprimento, 445 quilos de peso e mais de 70 dentes, Pocho é o animal de estimação de Gilberto Shedden, um pescador costarriquenho conhecido como a única pessoa no mundo que conseguiu "domesticar" um crocodilo.

Com um enorme sorriso no rosto, o pescador, mais conhecido como Chito, tem 54 anos e nada tranquilamente ao lado de Pocho (que significa frouxo em espanhol), no seu sítio em Siquirres, na Costa Rica.

Chito não apenas nada com ele como o ensina a fazer diversos truques. Rodar sobre seu corpo, dar a pata, sustentar a cauda e a cabeça no alto e até fechar um olho, são exemplos das artimanhas ensinadas pelo dono.

A relação entre homem e crocodilo é próxima e única no mundo e é a razão pela qual dezenas de cientistas, especialistas em comportamento animal e jornalistas, visitam o lar de Chito.

Há 20 anos, o pescador encontrou o crocodilo moribundo no rio Parismina, na região do Caribe, após ter comido os bezerros de um criador de gado. Chito colocou o animal em sua lancha e o levou para casa com o pensamento de aproveitar seu couro. Com o passar dos dias, o dono resolveu curar e alimentar o crocodilo.

Sua esposa, Olga Valle, conta sorridente que a chegada de Pocho foi um segredo que Chito guardou durante meses.

O pescador é a única pessoa que nada com o animal. Todos os domingos de tarde os dois fazem um espetáculo para turistas e pessoas que atravessam a Costa Rica para comprovar se a destreza deste "Tarzán Tico" (nome artístico de Chito) é real ou um truque.

Com alegria contagiante, Chito se põe a cantar e dançar ritmos caribenhos aos curiosos visitantes antes de se atirar à água com total confiança.

As autoridades costarriquenhas estão cientes da situação de Pocho e de seu singular comportamento, e mantêm uma avaliação constante. O crocodilo é monitorado por biólogos e veterinários, mas nenhum entra na lagoa.

"Eles me dizem tudo o que tenho que fazer e eu faço porque ninguém se atreve a entrar na água", afirmou Chito, ao falar de indicações que incluem exames médicos, alimentação e até remédios, se necessário.

Pocho come entre seis e oito frangos, e alguns peixes, três vezes por semana. Tem aproximadamente 50 anos de idade e pode viver mais 30.

Em 20 anos ao lado do novo membro da "família", o pescador Chito nunca foi ferido pelo crocodilo, que não tem a mesma atitude amistosa com o resto das pessoas.

Fonte: Último Segundo

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Sobre duas patas

Deuce perdeu grande parte das duas pernas traseiras e sobreviveu em uma região de floresta de Oklahoma (EUA) por cerca de um mês. Até que o gato foi resgatado.

"Ele é um milagre total. Pensar que um gato poderia sobreviver a um ferimento dessa gravidade e ser capaz de viver no seu ambiente sem alimento e proteção", disse uma veterinária de uma clínica em Quail Springs onde o bichano está sendo tratado.

Especialistas estão providenciando próteses para Deuce, contou reportagem do canal 3News. Mas, inquieto, o animal já desenvolveu uma técnica para andar sobre duas patas.

"Ele está compensando (a perda das pernas) muito melhor do que pensávamos que poderia", comentou a veterinária.

A clínica espera que Deuce possa ser posto para adoção como qualquer outro gato.

Fonte: Globo.com

domingo, 14 de agosto de 2011

PC está morto

Há trinta anos o mundo conhecia o primeiro PC, lançado pela IBM com o nome de IBM 5150 Personal Computer. Coincidência ou não, um executivo da mesma IBM sentenciou ontem, véspera do aniversário: o PC está morto.

A justificativa de Mark Dean, que atua como CTO da companhia para o Oriente Médio e África, é que o mundo vive hoje uma era pós-PC e que ele mesmo já substituiu o seu por um tablet. "Quando ajudei a projetar o PC, eu não pensei que viveria para ver seu declínio", comentou, segundo o Inquirer.

Em 12 de agosto de 1981, a companhia mostrou o dispositivo que, por ter sido amplamente pirateado, mudou o mercado ao criar um padrão a ser seguido, conforme explica o Geek. O anúncio do 5150 PC, como diz Dean, "ajudou a lançar um fenômeno que mudou nossa forma de trabalhar, jogar e se comunicar".

"Pode parecer estranho para mim dizer isso, mas também estou orgulhoso pela IBM ter abandonado o negócio de computadores pessoais em 2005, vendendo nossa divisão de PCs para a Lenovo."

O fenômeno, segundo ele, coloca os PCs ao lado de outras grandes invenções que acabaram no "limbo", como o tubo de vácuo, a máquina de escrever e os discos de vinil.

Fonte: Adnews

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Haiti

A organização humanitária internacional Oxfam informou nesta quinta que somente 5 % dos escombros foram retirados no Haiti, após o terremoto de magnitude 7,3 que devastou a nação há um ano.

“Um ano depois, apenas 5% dos escombros foram removidos (...) A construção de casas em larga escala não pode começar até que a enorme quantidade de resíduos seja retirada", afirmou a organização através de um comunicado. O documento destacou que quase um milhão de pessoas ainda vivem em tendas ou nos escombros da cidade; e que estas pessoas ainda não sabem quando podem voltar pra casa.

"As autoridades do Haiti, apoiadas pela comunidade internacional, devem lançar de uma vez planos para permitir que estas pessoas sejam realocadas em áreas onde os serviços básicos possam ser garantidos, ou que sejam diretamente levadas a suas casas", sugeriu a entidade. A comunidade internacional forneceu apenas 42% dos 2 bilhões de dólares prometidos para a reconstrução do país caribenho.

A falta de progresso na reconstrução do Haiti é "uma combinação entre a indecisão paralisante do governo, a busca comum dos países ricos por suas próprias prioridades e a falta de energia da Comissão Provisória para a Reconstrução no Haiti, criada por decreto presidencial em 21 de abril de 2010, três meses após o terremoto que atingiu Porto Príncipe e outras cidades próximas”, segundo o comunicado. Esta comissão é responsável por gerenciar 10 bilhões de dólares da ajuda prometida ao país. "Tem sido um ano de indecisão e isso deixou a recuperação do Haiti parada", relatou a Oxfam.

O relatório disse ainda que a ajuda prestada ao Haiti fixou-se em abrigos temporários para as pessoas deslocadas pelo terremoto, mas "muito pouco dinheiro tem sido destinado para o recolhimento de entulhos, reparo de casas" e às instituições públicas, incluindo o Palácio do Governo, localizado em Porto Príncipe (capital do Haiti), que permanece quase em ruínas.

A ONG reconheceu que a reconstrução do país caribenho "não será feita da noite para o dia", mas "decisões importantes ainda estão pendentes, como a remoção de entulhos, reparo de casas e locação de terras para as famílias que não podem regressar às suas casas. "

A Oxfam constatou que, apesar da atual crise política no Haiti, em decorrência do polêmico segundo turno das eleições em novembro passado, "as elites do país ainda tem uma chance de cuidar dos problemas que tem impedido o desenvolvimento do Haiti, e esse processo deve começar agora ".

O fenômeno natural que devastou o país mais pobre das Américas deixou quase 250 mil pessoas mortas e mais de um milhão de desabrigados. Também destruiu 105 mil casas e danificou outras 280 mil. O terremoto causou 20 milhões de metros cúbicos de escombros e detritos nas ruas do país caribenho.

Além disso, o Haiti continua a ser assolado por uma epidemia de cólera que já matou mais de 3.500 pessoas.
Fonte: Revista Fórum

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Ilha de sujeira

Um redemoinho no meio do Oceano Pacífico concentra toneladas de plásticos levados por correntes marítimas.
Da Revista Sustenta

Entre as costas da Califórnia e do Havaí, destinos paradisíacos que atraem milhares de turistas por ano, há uma ilha pouco conhecida e ainda menos atraente. É a ilha de lixo do Pacífico, um aglomerado de detritos compostos 90% por plásticos acumulados durante mais de uma década em área maior do que os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás juntos.

Neste redemoinho de toneladas de plástico coabitam e se misturam animais, plâncton, alimentos e lixo. Consequências disso são mariscos que se alojam em pequenas caixas de plásticos, águas-vivas enroladas em fios de nylon e até casos de anomalia biológica, como o da tartaruga que teve seu casco deformado porque cresceu com um anel de plástico em sua volta. Pesquisadores registram também inúmeras mortes de animais em decorrência à contaminação do lixo. De acordo com o Programa Ambiental da ONU, 46 mil peças de plástico – entre elas objetos como seringas, isqueiros e escovas – estão associados à morte de um milhão de aves e 100 mil mamíferos marinhos.

“Antes não havia plástico no mar, tudo era comida. Então os animais aprenderam a comer qualquer coisa que encontrassem pela frente. Podemos ver que eles tentaram comer isso [pedaço de embalagem], mas não conseguiram”, afirmou o capitão norte-americano Charles Moore, o primeiro que avistou a ilha de lixo, em entrevista ao programa televisivo Fantástico, da Rede Globo.

A explicação para o fato dos detritos ficarem aglomerados em um só lugar vem do fenômeno das correntes marítimas. O processo começa quando uma embalagem é jogada em uma praia da Califórnia, por exemplo, ou em rios que desembocam no oceano. As correntezas levam os dejetos, que podem se juntar ao lixo de grandes embarcações, ao Giro do Pacífico Norte, um ponto de convergência de correntes da Ásia e América do Norte. A sujeira fica “presa” porque lá o mar é calmo, os ventos são poucos e a pressão atmosférica é alta. Em caso de grandes tempestades, o lixo pode ser arrastado para alguma costa e poluir praias.

O redemoinho é objeto de estudo de expedições ambientais. O capitão Moore e sua equipe fizeram medições do lixo com amostras da “sopa de plástico”, como também foi apelidada a região. Até hoje, foi descoberto que 27% dos dejetos são sacolas de supermercado e que, entre os 670 peixes analisados, encontraram-se 1,4 mil fragmentos de plástico em seus organismos. “Gostaria que o mundo inteiro percebesse que o tipo de vida que estamos levando, isso de jogar tudo fora, usar tantos produtos descartáveis, está nos matando. Temos que mudar se quisermos sobreviver”, alerta o capitão.

A condenação de Moore não se refere apenas aos cidadãos de cidades litorâneas, mas também a organizações que usam a região deliberadamente como depósito de lixo. Segundo reportagem da revista IstoÉ, até mesmo pesquisadores da Nasa e de agências espaciais russas despejam resíduos de suas astronaves. Fragmentos da nave russa Progress M-59, por exemplo, foram carbonizados e caíram no local, como uma chuva de metal. Ao todo somaram uma tonelada de lixo.

Fiscalização

No final de julho, uma expedição de ambientalistas e cientistas batizada de Projeto Kasei partiu dos Estados Unidos em direção à ilha de lixo do Pacífico para analisar seu nível tóxico e a influência na vida marinha. O líder da expedição, Doug Woodring, declarou ao portal da rede inglesa BBC que o estudo pretende coletar amostras de plásticos sem espécies marinhas anexadas, o que será difícil. “Teremos que usar tecnologias diferentes, dependendo do volume de resíduos por quilômetro quadrado. Também contamos com redes de tamanhos diferentes”, explicou.

Woodring conta que o maior problema em relação à fiscalização da área é que ela está em águas internacionais e, portanto, sob nenhuma jurisdição. O descarte de resíduos no mar é proibido e passível de multa. Mas, uma vez boiando no oceano, a sujeira não tem dono. Mesmo que se saiba sua origem, não é possível responsabilizar os culpados. “Por isso nenhum governo ou instituição é pressionado para resolver este problema. É semelhante ao que acontece com o lixo espacial”, compara.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Evite sacolinhas plásticas

Usando uma bolsa de tecido no mercado, podemos economizar 6 saquinhos plásticos por semana, 24 por mês e 288 por ano. Serão 22.176 sacos ao longo da vida.

A Irlanda foi o primeiro país da Europa a cobrar impostos sobre os sacos plásticos em 2002. Desta forma reduziu o consumo em 90%. Ruanda proibiu em 2005. Em 27 de março de 2007, São Francisco tornou-se a primeira cidade dos Estados Unidos a proibir os sacos plásticos.

A China economizará milhões de barris de petróleo graças à proibição dos sacos plásticos gratuitos.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Tintim oitentão

Herói dos quadrinhos, admirado por várias gerações, Tintim completa hoje, 80 anos. Criado pelo belga Georges Remi, que usava o pseudônimo de Hergé, Tintim tornou-se um ídolo na França e um personagem internacional, responsável por 192 milhões de livros e álbuns, editados em 55 línguas. O fã clube de Tintim era tão grande na França que o General Charles de Gaulle, no auge de seu prestígio, teria comentado o fato com alguns colaboradores e amigos: "Acho que meu único rival internacional é o Tintim".