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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Bicampeão

A semana foi de expectativa para mais um título. Ele veio e a festa foi vermelha nos mais variados cantos do Brasil e do mundo. A nação colorada viu o Inter se consagrar como o clube mais vitorioso da década e soltou o grito de bi da Libertadores.

Depois de chegar na final e perder com Grêmio em 2007, Fluminense 2008 e Cruzeiro 2009, em 2010 o Brasil viu o único clube que levanta taças continentais desde 2006 bater o Chivas por 3 x 2 com gols de Rafael Sobis, Leandro Damião e Giuliano.

Em Sinop a torcida invadiu a principal avenida da cidade e comemorou muito(foto). Depois da Libertadores e Mundial 2006, Recopa 2007 e Sul-Americana 2008 veio a Libertadores 2010. É bom lembrar que o Inter ainda faturou torneios menores como a Copa Dubai 2008 e a Copa Suruga 2009.

Alguém duvida que ainda neste ano possa vir o tetra brasileiro? Ou o bi mundial?

sábado, 7 de agosto de 2010

Vitória inútil

Os jornais de São Paulo refletem nesta sexta-feira a desolação pela eliminação do time paulista pelo Inter. Sob o título "Vitória Inútil", o Estado de São Paulo lembra as coincidências com o encontro entre as duas equipes em 2006.

"Como há quatro anos, foi um duelo eletrizante entre São Paulo e Internacional, pela Libertadores. Para a tristeza da torcida tricolor, porém, outra vez os gaúchos fizeram a festa. A vitória de ontem, por 2 a 1, no Morumbi, não foi suficiente para o time de Ricardo Gomes, que pagou pela covardia do jogo de ida (derrota por 1 a 0, no Beira-Rio). Com a passagem para a final, o Inter se garantiu no Mundial, em dezembro, em Abu Dabi. Já o São Paulo dá adeus ao sonho do tetra e, muito provavelmente, vai atrás de um novo técnico", escreve o jornal.

O Estadão narra ainda o comportamento da torcida são-paulina e elogia a qualidade do Inter:

"O são-paulino foi ao Morumbi descrente, se encheu de otimismo durante a partida e deixou o estádio frustrado. A equipe conseguiu se impor contra o bom time do Inter, que foi acuado em boa parte do jogo. Ao fim dos 90 minutos, a torcida reconheceu o esforço e aplaudiu o time. Ricardo Gomes, porém, chegou a ser vaiado, timidamente. (...) Diante de um adversário bem postado e de qualidade, o São Paulo deu adeus à Libertadores. Levou apenas quatro gols em 12 partidas, e pela quinta vez consecutiva foi eliminado por um rival brasileiro."

O Jornal da Tarde também destacou a atuação da torcida:

"O São Paulo chegou ao Morumbi envolvido pelo grito de “ôôô, eu acredito!” cantado por um mar de torcedores que se acotovelavam diante do portão principal até o ônibus entrar no estádio. Dentro dele, os torcedores não respeitaram nem sequer o Hino Nacional, e cantaram foi o hino do Tricolor. Mas desta vez a força das arquibancadas não bastou para fazer o time alcançar seu objetivo. E a vitória por 2 a 1 sobre o Inter teve o amargo sabor da eliminação."

Já a Folha de S. Paulo considerou o Inter "superior na bola":

"O São Paulo foi ousado com três atacantes, abafou, deu carrinho e contou com a torcida atuante. Mas essa face aguerrida não foi o suficiente para eliminar um adversário superior na bola."

Por sua vez, o Diário de São Paulo exaltou a postura do time local, o que não evitou o fracasso:

"O São Paulo desta quinta teve coração, raça, honrou a sua camisa e venceu por 2 a 1, no Morumbi, mas entrará para a história como um time que fracassou na tentativa de passar para sua sétima final da Libertadores e quarta do Mundial de Clubes. Pelo quinto ano consecutivo, o Tricolor foi despachado por um rival brasileiro da competição continental."

CLICESPORTES

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Inter na final

O Internacional carimbou sua vaga à final da Libertadores da América mesmo perdendo para o São Paulo por 2 a 1, na noite desta quinta-feira, no Morumbi. O adversário na decisão é o Chivas Guadalajara, do México. A classificação ainda garantiu a equipe de Celso Roth no Mundial de Clubes Fifa em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, no final do ano.

Foi emocionante a classificação colorada à final da Copa Libertadores da América 2010. O Internacional perdeu por 2 a 1 para o São Paulo nesta quinta-feira, no Morumbi, mas o gol qualificado de Alecsandro serviu para que a equipe do técnico Celso Roth garantisse vaga na decisão do torneio continental. No primeiro jogo, no Beira-Rio, o time largou em vantagem, com gol de Giuliano. Os gols dos donos da casa nesta quinta-feira foram de Alex Silva e Ricardo Oliveira.

Após quatros anos da histórica conquista da América, em 2006, o Inter voltou a fazer festa em São Paulo. A classificação ainda carimbou a participação do Inter no Mundial de Clubes Fifa em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. Isso porque o adversário colorado na final da Libertadores é o Chivas Guadalajara, do México, que não pode representar a Conmebol na competição mundial.

O primeiro confronto na decisão da Libertadores contra o Chivas será na próxima quarta-feira (11/08) no México. A grande final ocorre no dia (18/08), no Beira-Rio. O jogo contra Santos pelo Brasileirão, que seria realizado neste domingo, foi transferido, segundo informou a CBF.

O jogo

Não havia como começar diferente a semifinal entre São Paulo e Inter no Morumbi. Os donos da casa buscaram trocar passes e não perder tempo em tentar agredir a zaga colorada. O time de Celso Roth não acusou o golpe e neutralizou o ímpeto paulista nos 15 minutos iniciais. O São Paulo não conseguia atacar. Tanto é que a primeira finalização do jogo foi do Inter. Em uma boa jogada, aos 14min, Alecsandro chapelou Cléber Santana e chutou forte de fora da área. Ceni defendeu em dois tempos.

Dois minutos depois a equipe de Ricardo Gomes concretizou, enfim, sua conclusão. Hernanes enquadrou o corpo da entrada da área e soltou a bomba. A bola passou à direita de Renan. Aos 21min, novamente o Internacional chegou forte: Taison escapou pelo meio e concluiu a gol. Rogério Ceni teve que espalmar para o lado.

Gol de infelicidade

Foi impecável o desempenho do meio-campo colorado na etapa inicial. A anulação do ataque do São Paulo teve méritos total do sistema colocado por Celso Roth no jogo. Mas não era só se defendendo. Na saída de bola, Guiñazu, Tinga e companhia triangulavam na intermediária ofensiva. Somente em um lance pontual, os donos da casa poderiam marcar. E foi o que ocorreu.

Aos 30min, o São Paulo conseguiu falta pelo lado direito de ataque. Hernanes cobrou alto para a área. Renan, que vinha muito bem na partida, subiu para pegar a bola, mas ela acabou escapando. O lance ficou indefinido na frente do gol do Inter, e o zagueiro Alex Silva concluiu para as redes, 1 a 0.

O placar favorável fez o time paulista ganhar confiança. Contudo, aquilo que era o cenário de antes do gol se manteve. O São Paulo só buscava atacar com alçadas de bola para a área. Na maioria dos lances, a zaga colorada levou vantagem. O Inter poderia ter dado a resposta da mesma maneira que o seu adversário conseguiu furar o bloqueio. Alecsandro foi derrubado por dois jogadores na entrada da área, aos 40min. Falta boa para o time de Roth. D'Alessandro ajeitou o corpo e finalizou por cima do gol de Ceni. Foi a última oportunidade da primeira etapa.

Segundo tempo fulminante

Seria ótimo se o Inter fizesse um gol neste segundo tempo. Mas ninguém imaginava que isso iria ocorrer tão rápido. Aos 6min, D'Alessandro cobrou falta para a entrada da área e Alecsandro, na sua estrela de artilheiro, cutucou de calcanhar enganando o pulo do goleiro Rogério Ceni. Bola na rede, 1 a 1! Foi o 48º gol de Alecsandro em 99 partidas com a camisa do Inter. É o artillheiro da equipe na Libertadores com quatro gols, ao lado de Giuliano.

Mas a alegria colorada durou pouco. Dois minutos depois, o São Paulo voltou a ficar na frente no marcador. Ricardo Oliveira aproveitou rebote dentro da área e disparou um forte chute para o gol, 2 a 1. Mesmo assim, o resultado ainda favorecia o Inter, em função do gol qualificado.

A ideia, portanto, era segurar a bola, prender as jogadas e não deixar o São Paulo pressionar. Nos quase 40 minutos restantes, os donos da casa não conseguiram assustar o goleiro Renan. A equipe paulista tentava de tudo que é jeito criar oportunidades de gol, porém, o sistema defensivo colorado era eficiente. A entrada de Giuliano ainda ajudou o time de Celso Roth a segurar a bola no campo ofensivo. Nem a expulsão de Tinga, aos 33min, prejudicou o desempenho colorado.

Minutos finais emocionantes

Os 15 minutos finais pareceram décadas para a torcida colorada. O técnico do São Paulo, Ricardo Gomes, tentou de qualquer maneira mudar o cenário da partida. Colocou mais dois atacantes em campo. Porém, o Inter suportou tudo com muita experiência. Alecsandro cavou várias faltas na defesa são-paulina, ganhando minutos preciosos no jogo.

Aos 46min, o útlimo lance perigoso contra o Inter veio dos pés de Hernanes. O volante botou a bola na área e Renan, Bolívar e Fernandão ficaram brigando por ela. O goleiro colorado conseguiu se esticar e tocar para fora, cedendo escanteio. Depois de falta marcada em cima de Renan, na cobrança do escanteio, a euforia dos colorados pôde ser sentida. Carlos Amarilla apitou para o centro do gramado e acabou o jogo. O Inter estava na final da Libertadores da América e no Mundial de Clubes Fifa mais uma vez!

Declarações

"Foi um jogo bom e emocionante. O grupo mostrou força e união. Acho que a arbitragem não foi bem na partida: marcou faltas inexistentes para o São Paulo e expulsou injustamente o Tinga. Mas faz parte. Nossa luta foi maior e estamos na final. E podem ter certeza: vamos lutar muito pela Libertadores. É isso que nós queremos", falou Celso Roth.

"Tem que valorizar o trabalho feito na intertemporada. Agora é pensar no Chivas como próximo adversário", projetou Bolívar.

"Até o final foi com o coração na mão. Estamos acostumados com isso: no sofrimento. Estamos na final mais uma vez. Vamos pensar no Mundial de Clubes depois. Queremos vencer a Libertadores de novo", extravazou Fernando Carvalho.

"Feliz demais. Tem que agradecer a esta torcida. Agora estamos na final para buscar o título", disse Wilson Matias.

"Graças a Deus que me proporcionou tudo isso. Estou realmente emocionado. Esta vitória é para todo mundo: minha familia, meus amigos e os colorados", afirmou Alecsandro.

"Expulsaram o Tinga da outra vez e não adiantou. Desta vez expulsaram de novo e também não deu. O certo é que vamos lutar pelo título", disse o assessor de futebol Giovanni Luigi.

São Paulo (2): Rogério Ceni; Jean, Alex Silva, Miranda e Júnior César; Rodrigo Souto (Marcelinho Paraíba), Cléber Santana (Marlos), Hernanes e Fernandão; Dagoberto (Fernandinho) e Ricardo Oliveira. Técnico: Ricardo Gomes.

Internacional (1): Renan; Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Sandro, Guiñazu, Tinga, D'Alessandro (Giuliano) e Taison (Wilson Matias); Alecsandro. Técnico: Celso Roth.

Gols: Alex Silva (S), aos 30min do primeiro tempo. Alecsandro (I), aos 6min do segundo tempo. Ricardo Oliveira (S), aos 8min do segundo tempo.

Arbitragem: Carlos Amarilla, auxiliado por Nicolás Yegros e Milcíades Saldívar (trio paraguaio).

Cartões amarelos: Amarelos: Fernandão (S); Tinga (I) e Kleber (I). Expulsão: Tinga (I).

Local: Estádio Morumbi, em São Paulo.

Fonte: www.internacional.com.br

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

É hoje!

Saudações Coloradas!

Não é apenas questão de gosto, torcer para o Inter é questão da mais absoluta paixão já vista e principalmente sentida. O S.C.I entrelaçado é mais que apenas um escudo, é um símbolo mágico que é adorado por milhões de seguidores gratos e apaixonados.

O Inter é um Clube de Futebol onde a igualdade era a chave mestra para sua criação. A soberba era deixada de lado e a vontade de crescer estava impregnada na alma de seus criadores.

Este clube se tornou dono do Rio Grande, dono do Brasil, dono da América e DONO DO MUNDO! Ao seu lado sempre teve dezenas, centenas, milhares de apaixonados que acreditavam cada vez mais na força desta religião que é “ser Inter”.

O Colorado aprendeu a ser grande com muita dor, muito sofrimento. Ver nosso arqui-rival levantando taças na década de 90, os quase rebaixamentos do Inter, o tempo das vacas magras, foi complicado. Dizem que é nas adversidades que se faz o homem, e é verdade. Isso tudo deu força, guarra e brio. O colorado de hoje é sem dúvida o torcedor mais apaixonado, forte e heróico dentre todas torcidas do Brasil.

Quem não se arrepia ao relembrar o gol do Dunga contra o Palmeiras, o greNAL dos 5×2? Que torcedor colorado não fechou os olhos no pênalti de Célio Silva em 92 e se abraçou no primeiro irmão colorado quando ouviu o urro da massa? Que colorado não chorou feito criança ao ver Sobis correndo com a bandeira do Inter na final da Libertadores? E os 10 minutos finais do Mundial, quem conseguiu respirar? Que pai que não se emociona ao ver seu filho vestindo o Vermelho e Branco, e que filho não chora junto ao ver seu Pai em lágrimas por mais uma vitória do Inter?

Enumerar motivos para ser colorado é fácil, existe mil razões que nos levam a amar esta instituição chamada Inter. A vida é o que deixamos plantados para depois colher, e uma certeza é que temos convicções, crenças e ideologias. Estas, fazem de nós colorados, independente de resultados.

Ser colorado é apoiar e saber quando o time precisa de nós. É saber que por mais que dê vontade de criticar, a massa tem que ser forte e continuar apoiando, pois ali na frente a vitoria e as lágrimas de felicidade nos aguardam.

Vamos fazer em cada canto do Rio Grande, Brasil e do mundo uma corrente positiva, igual a de um Beira Rio lotado, um caldeirão, um inferno vermelho. Hoje seremos milhões de apaixonados, aplaudindo toda vez que Bolívar meter o dedo na cara do adversário, cada carrinho do Guina, cada “La boba” do D´ale, cada lançamento do Kleber, cada defesa de Renan, e cada Gol de Alecsandro.

O INTER PRECISA DE NÓS, E NÓS ESTAREMOS SEMPRE DO SEU LADO!

Fonte: Blog Colorado

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Vice garantido

No mínimo mais um vice na Libertadores deste ano Inter ou São Paulo já garantiram. Em 2005 o vice foi o Atlético-PR, em 2006 São Paulo, em 2007 o Grêmio, em 2008 o Fluminense, em 2009 o Cruzeiro. O vice que ninguém quer pode ser muito comemorado no dia 18 de agosto. Se o Chivas, do México for outro finalista, Inter ou São Paulo já garantem lugar no Campeonato Mundial em dezembro.

O representante do México no Mundial será o Pachuca. Uma equipe mexicana não pode alcançar o Mundial através da Libertadores. Só pela Liga dos Campeões da Concacaf, que é disputado pelos campeões e vice do México.

O primeiro jogo entre Inter x São Paulo será no dia 28 de julho em Porto Alegre. O segundo no dia 04 de agosto em São Paulo.

Na outra partida o Universidad de Chile enfrenta o Chivas do México.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Inter elimina Estudiantes

Na Argentina, o futebol brasileiro foi derrotado na noite desta quinta-feira, mas deixou o campo vitorioso. O Inter perdeu para o Estudiantes por 2 a 1 no estádio Centenário (Quilmes), mas graças ao gol marcado pelo reserva Guiliano aos 43 minutos do segundo tempo, garantiu a classificação para as semifinais da Taça Libertadores. No jogo de ida, há uma semana, no Beira-Rio, o time gaúcho venceu por 1 a 0.

Com o resultado, o Brasil tem presença assegurada na decisão da Libertadores-2010. Inter e São Paulo vão se enfrentar por uma das vagas na final. Os confrontos entre os clubes que decidiram o título em 2006 serão realizados em 28 de julho (Beira-Rio) e 4 de agosto (Morumbi). Curiosamente, as duas equipes duelam no próximo domingo, em Porto Alegre, pelo Campeonato Brasileiro.

O semifinal verde-amarela na competição continental terá Fernandão como o principal personagem. Capitão colorado nas conquistas da Libertadores e do Mundial da Fifa há quatro anos e maior ídolo recente do clube, o meia-atacante terá agora a missão de, com a camisa do Tricolor Paulista, tentar eliminar o ex-clube.

O jogo em Quilmes terminou em uma imensa confusão. Após o apito final, Desábato se desentendeu com o compatriota Abbondanzieri e, mesmo contido por Guiñazu, atingiu o goleiro com um chute. Pato se afastou, evitando o revide. Mas o seu reserva Lauro deixou o banco e agrediu o defensor do Estudiantes, ampliando o problema. O arqueiro suplente saiu correndo pelo campo, mas não escapou de pontapés. Desábato voltou a partir para cima de Abbondanzieri e o agrediu com uma cabeçada. A briga se estendeu para a entrada do vestiário colorado até que os policiais argentinos conseguissem serenar os ânimos.

O exército de um argentino só

D'Alessandro e Verón se desentenderam no
primeiro tempo e levaram amarelo (Foto: AFP)De um lado, o Estudiantes. Do outro, D’Alessandro. E ninguém mais. O Inter foi tão pobre no primeiro tempo, foi de uma mediocridade tão incompreensível, que nem a atuação acima do normal do camisa 10 colorado foi suficiente para segurar o clube de La Plata. O time de Jorge Fossati não teve ousadia, infiltração, características que marcam as equipes que querem vencer seus jogos. Pior: o Inter foi a campo adormecido. Só acordou porque levou duas pancadas na cabeça, uma depois da outra, quase um nocaute.

A primeira chance de gol do Colorado só foi acontecer aos 30 minutos de jogo. Aí está a melhor comprovação de que o Inter foi inferior a seu tamanho habitual no primeiro tempo em Quilmes. Pato Abbondanzieri, com uma trapalhada atrás da outra, só complicou a situação. Com nove minutos, ele mandou uma bola no pé de Verón. Não podia ter feito escolha pior. O craque emendou direto para o gol, mas o goleiro se recuperou. Três minutos depois, Verón tentou outra vez, de fora da área. Pato espalmou bem.

O Estudiantes avançou como um exército com passos matematicamente coordenados. Quando o Inter percebeu, estava sendo eliminado da Libertadores. González, aos 19 minutos, recebeu belo lançamento em profundidade. A zaga ficou pensando na vida. Abbondanzieri saiu no adversário de qualquer jeito e foi encoberto. A bola viajou por alguns segundos que duraram a eternidade. E entrou. Verón, no meio do campo, ergueu os braços para uma torcida enlouquecida. O lançamento, de antes da linha divisória, havia sido dele, o dono do clube, uma divindade para os torcedores.

Ruim, não? Pois ficou muito pior. Aos 21, mais um gol. Enzo Pérez pegou na esquerda do ataque e resolveu que faria o gol. Mandou dali mesmo, como quem não quer nada. A bola fez uma curva e entrou no ângulo esquerdo de um Abbondanzieri surpreso. Golaço.

Vale repetir: foi só depois disso, aos 30 minutos, que o Inter teve uma chance de gol. Andrezinho, pela direita, mandou na área para Alecsandro pegar de primeira. Orión defendeu. Foi um lance emblemático, porque o Colorado cresceu a partir dele. A equipe gaúcha avançou, passou a ter alguma triangulação na frente, pelo menos cercou a área do Estudiantes, mesmo que não tenha alcançado grandes oportunidades. Já foi um início. O problema é que ter só um início é muito pouco contra um oponente do tamanho do Estudiantes. Era preciso ter começo, meio e fim. Era preciso ter um time inteiro, não só um argentino.

Gol salvador no final

E, por um desses mistérios do futebol, foi sem o argentino que o Inter acabou encontrando o caminho da salvação e da vaga. Com o 2 a 0 que lhe servia, o Estudiantes voltou do intervalo diferente. Saiu o atacante González, entrou o lateral Angeleri. E o time argentino mudou de sistema, adotando o mesmo 3-6-1 colorado. O jogo se tornou mais lento, mas o clube da casa não perdeu o controle, mantendo por mais tempo a posse de bola. Pato Abbondanzieri salvou o Inter em pelo menos dois lances, defendendo arremates de Boselli e Sanchéz aos dez e 17 minutos, respectivamente.

Diante da clara falta de força ofensiva do time, Jorge Fossati decidiu mexer, fazendo o inverso do que o colega Alejandro Sabella adotou no Estudiantes: colocou um atacante (Walter) no lugar de um lateral (Nei). O Colorado conseguiu as primeiras conclusões a gol na etapa final aos 26 e 29: um chute de longa distância de Sandro e uma cobrança de falta de Andrezinho. Ambas defendidas por Orión.

Diante da clara ameaça de eliminação, Fossati arriscou tudo aos 31 minutos ao tirar D'Alessandro, que caiu de produção na segunda etapa, e mandar Guiliano a campo. Oito minutos depois, o time criou uma chance clara. Andrezinho tabelou com Alecsandro e acionou Walter. O atacante invadiu a área pela esquerda e chutou cruzado, por cima de gol. O erro levou os colorados ao desespero. Seria a chance de ouro jogada fora?

Não. O milagre colorado aconteceu aos 43, em meio à fumaceira causada pelos fogos de artifício lançados pela torcida do Estudiantes. Guiliano recebeu lançamento de Andrezinho pela direita, invadiu a área e chutou cruzado, vencendo o goleiro Orión.

O Estudiantes não teve forças para reagir ao golpe tardio. Só encontrou ânimo para a confusão em campo pós-jogo. Que não impediu o Inter de comemorar a classificação milagrosa na Argentina.

ESTUDIANTES 2 x 1 INTERNACIONAL

Orión, Clemente Rodriguez, Cellay, Desábato e Ré; Pérez (Benitéz), Sanchéz, Verón e Sosa; Boselli e Gonzaléz (Angeleri). Técnico: Alejandro Sabella

Abbondanzieri, Bolívar, Sorondo e Fabiano Eller; Nei (Walter), Sandro, Guiñazu, Andrezinho e Kléber; D'Alessandro (Giuliano) e Alecssandro.
Técnico: Jorge Fossati.

Gol: Gonzaléz, aos 19 minutos, Pérez aos 21 do primeiro tempo; Guiliano, aos 43 do segundo tempo
Cartões amarelos: Boselli, Verón (EST), Sandro, D'Alessandro, Guiñazu, Sorondo (INT). Cartão vermelho: .
Estádio: Centenário, em Quilmes (Argentina). Árbitro: Oscar Ruiz (Colômbia). Auxiliares: Abraham González (Colômbia) e Humberto Clavijo (Colômbia).

Fonte: Globo.com

domingo, 16 de maio de 2010

Três definidos

Claro que se tratando de Libertadores o primeiro confronto deficilmente define um classificado. Mas me arrisco a dizer que Chivas, Universidad de Chile e São Paulo estarão na semi final da competição. O Chivas do México fez o placar que precisava em casa, 3 x 0 no Libertad do Paraguai, uma equipe que conta com jogadores prata da casa e que já foi longe na competição.

O Universidad de Chile que já venceu o Flamengo em casa por 2 x 1 e depois empatou em 2 x 2 no Rio de Janeiro (na primeira fase da competição) terminou em 1º lugar no grupo é outro que garantiu classificação. Venceu o Flamengo por 3 x 2 no jogo de ida e em casa deve definir um dos confrontos da semi: Chivas x Universidad de Chile.

Outro que garantiu a vaga para a próxima fase é o São Paulo. O time do Cruzeiro era favorito, iria passar tranquilo. Mas o São Paulo contratou Fernandão e o jogador pode levar o tricolor paulista para conquista de mais uma Libertadores. Colocou o time na semi contra Inter ou Estudiantes com dois passes geniais e agora dificilmente o Cruzeiro reverte o 2 x 0 que sofreu no Mineirão.

Inter ou Estudiantes? O primeiro confronto mostrou que o campeão de tudo e o atual campeão da Libertadores podem chegar na final. O Inter fez um jogo para não tomar gol em casa e conseguiu. Embora o placar ideal, que seria 2 x 0 não tenha acontecido, o gol de Sorondo aos 42 minutos do segundo tempo deu uma pequena vantagem para o time gaúcho. Mas a batalha na Argentina não será fácil e não existe favorito para ficar com a última vaga que dá o direito de enfrentar o São Paulo por uma vaga na final da competição.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Tinga voltou

As notícias são boas para o Internacional. Tinga, campeão da Libertadores em 2006 está de volta. O Estudiantes está abalado com a perda da liderança do campeonato argentino e se o colorado conseguir marcar no mínimo dois e não sofrer gols em Porto Alegre o bi pode estar sendo encaminhado.

Hoje tem convocação e as atenções estarão voltadas para a Copa do Mundo, se Dunga colocar Nilmar como titular aposto nele como grande nome do mundial.

sábado, 24 de abril de 2010

Papa títulos

Foram 12 poantos ganhos em 6 jogos (3 vitórias e 3 empates) que garantiram o Internacional nas oitavas de final da Libertadores. Agora o Inter enfrenta o Banfield campeão argentino de 2009. O favoritismo é do time do Inter.

E o aperitivo para o papa títulos brasileiro pode ser a conquista do campeonato gaúcho que começa ser decidido amanhã. Embora o campeonato gaúcho não seja prioridade, o fato de ser a único brasileiro dos que disputam a Libertadores que está na final do regional significa mais moral para entrar ainda mais como favorito ao tetra brasileiro e bi da América.