quinta-feira, 2 de julho de 2020

Igreja não é comércio

A pandemia veio pra nos matar, se não pela morte morrida, pela vergonha. Não existe nada mais vergonhoso que o trato de uma situação catastrófica em todo o mundo, como a do Brasil.

Os absurdos desde o início mostraram que somos um país de gente medíocre, gente egoísta, gente que não sabe acolher a dor do próximo e pior, gente que não respeita a ciência e por consequência essa gente faz as instituições perderam seu valor.

De todos os segmentos que pleitearam a reabertura (e todos tem esse direito) o que mais me chamou atenção foi o das igrejas.

Impressionante como uma instituição religiosa, mesmo com todas as normas de segurança tenha a falta de sensibilidade em abrir igrejas para acolher pessoas quando a orientação é para se manter em casa e sem aglomerações para um caos que estava por vir e agora veio.

Com o caos, claro, as igrejas voltaram a fechar. Agora é esperar que tenham pelo menos a sensibilidade de não querer se comparar a comércio pleiteando reabertura em meio ao caos.

A função da igreja é acolher e pregar a proteção a vida, a tolerância e o amor ao próximo. E mais que nunca é fundamental que as igrejas mantenham o próximo bem distante, inclusive da igreja.

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