
O desflorestamento da Amazônia já alcançou 17% da mata original. Nas duas últimas décadas, o total desmatado compreende 356,5 mil quilômetros quadrados, uma área semelhante à dimensão territorial de todo o estado de Mato Grosso do Sul. Já nos últimos 45 anos, quase 700 mil quilômetros quadrados de verde deixaram de existir, o que equivale a uma área superior ao estado de Minas Gerais. Só no segundo semestre de 2007, sete mil quilômetros quadrados de floresta desapareceram, a área é equivalente a quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo, segundo boletim divulgado em janeiro deste ano pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Em dezembro do ano passado, durante a conferência sobre mudanças climáticas promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU), em Bali, na Indonésia, o americano Daniel Nepstad, com base em um estudo, previu que até 2030, metade da maior floresta do mundo terá desaparecido. Nepstad, um dos maiores especialistas em ecologia amazônica, credita a extinção da floresta à expansão agropecuária, à seca, ao aquecimento e à ação de madeireiras.
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