
Krieger é uma das pessoas que poderia ajudar o futebol mato-grossense. Ele fala um pouco sobre a fase atual dos campeonatos estaduais.

O nosso futebol ao invés de crescer, está decaindo. Muitas vezes se olha equipes boas formadas dentro do Estado, com um certo poder aquisitivo e trabalhando de forma errada. Investem muitas vezes em medalhões que não trazem nada para o Estado. Estamos deixando a nossa garotada de lado, os jogadores que poderíamos formar
para trazer jogadores que ficam três, quatro meses aqui, levam o dinheiro embora e não criam identidade com nossa realidade. O nosso principal problema é que não existe uma formação de categoria de base, e na maioria das vezes quando se investe na base, não existe apoio, existe a crítica para aquelas pessoas que estão trabalhando e tentando mudar o futebol. Hoje no Brasil você pode pegar grandes equipes nas quais garotos de 16, 17 anos estão atuando, entrando nos jogos e virando craques, se a gente não conseguir fazer o mesmo aqui, o futebol vai virar em 2, 3 meses de competição sempre.
Na atual Copa Mato Grosso, não temos nenhuma equipe da região norte. Deixar as equipes paradas é o melhor para os clubes?
A gente sente, as equipes jogam 3, 4 meses e acaba, se investe para tentar ganhar um estadual e depois não existe seqüência no trabalho. A equipe de Sorriso, Ubiratã, por exemplo, ainda tentam pagar dívidas da última participação e existe a falta de motivação para entrar na Copa Mato Grosso. Chegou a hora de se parar, organizar, para que se consiga trabalhar, 10 meses, fazendo assim um contrato para os atletas atuarem no Campeonato Matogrossense, e depois na Copa Mato Grosso. Não adianta ficar gastando altas quantias para jogadores atuarem 3 meses e depois deixar o restante do ano sem campeonato.
Assim, muitas vezes o torcedor acaba se iludindo que vai ter um grande time, ai os resultados não acontecem e a torcida acaba se afastando do estádio.
Teu filho joga no Paraná, ele sofreu uma lesão no ano passado, com está a situação do garoto?
É o Alessandro, 15 anos, no ano passado quando jogava a nona partida pelo Paraná Clube ele machucou o joelho, operou, fez ligamento cruzado, faz seis meses da cirurgia, mas já está voltando pro trabalho com bola. O Paraná está investindo nele, ele está estudando, está jogando e quer ser um jogador de futebol. Mas a gente deixa sempre bem claro que existem milhões de jogadores querendo ser, e querer não é poder, a gente como pai orienta ele nisso e apoia para que ele treine bastante e torce para que com muita humildade, amanhã ou depois, possa quem sabe, viver do futebol.
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